Cíntia Chagas faz sua estreia neste domingo no Domingo Espetacular com o quadro “Calma, Que Eu Explico”, nova aposta da Record para unir entretenimento, língua portuguesa e comunicação em horário nobre.
Conhecida pelo enorme alcance nas redes sociais e pela maneira bem-humorada com que aborda gramática, oratória e comportamento, Cíntia levará para a TV exatamente o estilo que a transformou em fenômeno digital. A proposta do quadro é responder dúvidas do público e transformar erros comuns da língua portuguesa em situações leves e divertidas.
Em entrevista exclusiva à coluna, ela falou sobre a expectativa para a estreia e a experiência de levar seu trabalho para a televisão aberta.
Você construiu uma marca muito forte nas redes sociais falando sobre comunicação e comportamento. O que muda quando esse universo vai para a televisão aberta, dentro de um programa como o Domingo Espetacular?
CC: Muda-se o público e, portanto, mudam-se aspectos da minha comunicação. Quando falamos para os nossos seguidores, conversamos com uma plateia, já fidelizada . Na televisão, entretanto, há telespectadores, não necessariamente seguidores. Terei de me adaptar — sem mudar o que me trouxe até aqui — para conquistar essa nova audiência.
O quadro mistura entrevistas, desafios e brincadeiras sobre língua portuguesa. Qual foi o maior desafio para transformar um tema que muita gente considera “formal” em entretenimento de domingo?
CC: Não quero parecer presunçosa, mas, para mim, não há desafios nesse sentido, pois venho fazendo exatamente isso há 11 anos, no Instagram. Para mim, é muito natural.
As entrevistas também são atravessadas pelo tema da comunicação. Já teve algum convidado que te surpreendeu pela forma de falar, seja positivamente ou pelos erros mais curiosos?
CC: Todos eles foram excelentes. Mas, como gosto muito de humor, preciso dizer que o tempo de resposta do Eri é sempre sensacional. Ele é muito rápido na piada.
Você costuma viralizar justamente por corrigir situações do cotidiano com humor e ironia. Na televisão, o público pode esperar uma Cíntia mais “professora”, mais divertida ou ainda mais afiada?
CC: Durante as gravações, mantive-me fiel a quem sou. Ou seja, vai depender muito da edição. E eu acho que eles terão de cortar algumas falas minhas. Risos…
A língua portuguesa muitas vezes desperta medo nas pessoas, principalmente diante das críticas nas redes sociais. O “Calma, que eu explico” pretende ensinar sem julgamento? Como você encontrou esse equilíbrio no formato do quadro?
CC: Com certeza. A ideia não é fomentar o preconceito linguístico, mas uma consciência coletiva de que o domínio da norma culta ascende social, econômica e profissionalmente a vida de todos. Desejo que o brasileiro desperte para a importância de uma boa comunicação.


