O caso envolvendo o homem condenado por feminicídio de acreana teve um novo desfecho nesta terça-feira (27) após o Tribunal do Júri da Comarca de Paranatinga, no Mato Grosso, condenar Djavanderson de Oliveira de Araújo a 29 anos e 3 meses de prisão pela morte de Juliana Valdivino da Silva.
Segundo as investigações, Juliana foi assassinada em setembro de 2024 em um crime considerado extremamente violento. O Ministério Público apontou que o acusado perseguiu a vítima, monitorou conversas e armou uma emboscada antes do assassinato.
O Conselho de Sentença aceitou a tese de feminicídio com emprego de fogo, além dos crimes de perseguição e violência psicológica contra a jovem acreana. O julgamento durou mais de 15 horas e terminou com a definição da pena em regime inicial fechado.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso, o casal havia mantido um relacionamento por cerca de três anos, mas estava separado havia alguns meses antes do crime. Juliana trabalhava em um frigorífico local e havia deixado a residência onde vivia com o acusado.
A Justiça também negou ao réu o direito de recorrer em liberdade. Ele permanecerá preso para início imediato do cumprimento da sentença.
O caso provocou forte repercussão nas redes sociais, principalmente entre moradores do Acre, que acompanharam o julgamento e cobraram justiça pela morte da jovem.



