O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a adotar um novo exame para rastreamento precoce do câncer de intestino, também conhecido como câncer colorretal. A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (21) e tem como objetivo ampliar o diagnóstico precoce da doença em pessoas sem sintomas.
A principal novidade é a inclusão do Teste Imunoquímico Fecal (FIT, na sigla em inglês) como exame de referência para homens e mulheres entre 50 e 75 anos. O teste é feito por meio de amostras de fezes e consegue identificar pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem indicar pólipos, lesões pré-cancerígenas ou tumores intestinais.
Segundo o Ministério da Saúde, o novo protocolo deve beneficiar mais de 40 milhões de brasileiros e facilitar o acesso ao rastreamento da doença. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante agenda oficial em Lyon, na França.
Especialistas destacam que o FIT apresenta maior precisão em comparação aos antigos exames de sangue oculto nas fezes, pois utiliza anticorpos específicos para detectar sangue humano. Além disso, o procedimento é menos invasivo e pode ser realizado em casa, aumentando a adesão da população aos exames preventivos.
Quando o resultado do teste apresenta alterações, o paciente é encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia, utilizada para confirmar o diagnóstico e identificar possíveis lesões no intestino.
O câncer colorretal está entre os tipos mais frequentes no Brasil e muitas vezes se desenvolve de forma silenciosa nos estágios iniciais. Entre os principais sinais de alerta estão sangue nas fezes, alterações no funcionamento do intestino, dores abdominais, perda de peso sem causa aparente e anemia.
Dados divulgados recentemente mostram que os exames de rastreamento para câncer de intestino realizados pelo SUS triplicaram na última década, reflexo das campanhas de conscientização e do aumento da procura por diagnóstico precoce.


