27 de junho de 2026

Acre registra mais de 5,7 mil violações de direitos humanos; crianças lideram denúncias

Estado contabilizou 755 denúncias e mais de 5,7 mil violações de direitos humanos em 2026.

Acre registra mais de 5,7 mil violações de direitos humanos; crianças lideram denúncias
Painel nacional revela cenário preocupante sobre violência e vulnerabilidade no Acre. Foto: Getty Images/iStockphoto

O Acre registra mais de 5,7 mil violações de direitos humanos em 2026, segundo levantamento atualizado do Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos. Os dados mostram que crianças e adolescentes seguem como as principais vítimas no estado, concentrando a maior parte das denúncias.

Ao todo, foram contabilizadas 755 denúncias, que resultaram em 5.781 violações e 476 protocolos de atendimento no período analisado.

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Crianças e adolescentes concentram maior número de casos

Entre os grupos mais atingidos, crianças e adolescentes aparecem com ampla diferença na liderança do ranking estadual. Foram 427 denúncias e 2.755 violações registradas.

Na sequência, aparecem pessoas idosas, com 176 denúncias e 1.123 violações, além de pessoas com deficiência, que somaram 139 registros e 977 violações.

Os dados também mostram ocorrências envolvendo a população LGBTQIA+, pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade e famílias em situação de vulnerabilidade.

Maioria das violações é cometida por pessoas físicas

O levantamento revela ainda que a maior parte das violações é atribuída a pessoas físicas. Das 723 denúncias analisadas no recorte jurídico, 639 tiveram pessoas físicas como suspeitas, totalizando 5.004 violações.

Órgãos públicos aparecem em segundo lugar, com 56 denúncias e 346 violações.

Também há registros envolvendo pessoas jurídicas privadas e comunidades.

Faixa etária dos suspeitos chama atenção

Outro dado relevante aponta que a faixa etária entre 30 e 34 anos concentra o maior número de suspeitos, com 92 denúncias e 809 violações.

Logo depois aparecem pessoas entre 25 e 29 anos e entre 40 e 44 anos.

Já no recorte de gênero, as mulheres representam 344 registros (45,2%), enquanto os homens somam 294 ocorrências (38,63%).

Vulnerabilidade social reforça alerta

Os números reforçam um cenário preocupante no Acre, especialmente porque os grupos mais atingidos são historicamente mais vulneráveis.

A predominância de casos envolvendo crianças e adolescentes acende um alerta para o fortalecimento de políticas públicas de proteção, fiscalização e combate à violência.

Os dados são referentes ao Painel da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos e refletem registros atualizados até 24 de junho de 2026.

Por Samoel Andrade