Os números mais recentes da Grande São Paulo apenas confirmam uma percepção que já circula no mercado de televisão há algum tempo: o “Jornal da Band” voltou a ser um produto altamente competitivo. Na última quarta-feira (3), mais uma vez, o telejornal apresentado por Eduardo Oinegue e Adriana Araújo terminou à frente do SBT, ampliando uma sequência que já deixou de ser ocasional para se tornar tendência.
O desempenho chama atenção porque não é resultado de uma grande aposta em entretenimento ou de algum efeito passageiro. Muito pelo contrário. A Band resolveu investir no básico, mas fazê-lo muito bem: informação, análise, bons comentaristas e uma dupla de apresentadores que transmite segurança ao telespectador. Adriana Araújo, especialmente, acrescenta ao jornal uma credibilidade construída ao longo de décadas de carreira.
Os dados de maio ajudam a explicar o momento. O “Jornal da Band” completou seis meses consecutivos na terceira colocação na Grande São Paulo, superando o SBT em 19 das 26 edições do mês e registrando aproveitamento superior a 70% nos confrontos diretos. Trata-se de um resultado que a emissora não alcançava havia mais de duas décadas.
Também merece registro o formato adotado pelo noticiário. O programa ganhou um ritmo mais dinâmico, sem abrir mão da profundidade, equilibrando política, economia, prestação de serviço e noticiário internacional. É um jornal que conversa com o público sem subestimar sua inteligência, algo que nem sempre acontece na televisão aberta.
Talvez aí esteja a principal explicação para o sucesso atual. Em tempos de excesso de informação e de disputa feroz por atenção, o “Jornal da Band” conseguiu transformar consistência editorial em audiência. E, pelo que os números mostram, continua sendo um dos maiores calos para a concorrência.



