7 de junho de 2026

Marrocos perde peças importantes antes da estreia, mas confronto com Brasil não tem favorito

Marrocos perde peças importantes antes da estreia, mas confronto com Brasil não tem favorito
Marrocos perde peças importantes antes da estreia, mas confronto com Brasil não tem favorito

A poucos dias da abertura da Copa do Mundo, Brasil e Marrocos vivem cenários semelhantes: ambos perderam jogadores por problemas físicos e chegam cercados de dúvidas para um dos jogos mais aguardados da primeira rodada. Mesmo com as baixas sofridas pelos africanos, o histórico recente, e a força da geração marroquina que fez história no Catar, o momento das duas seleções aponta para um confronto sem favoritismo claro, onde detalhes podem definir o primeiro grande teste da caminhada brasileira rumo ao hexa.

Neste domingo (7/6), Marrocos perdeu dois jogadores durante o amistoso contra a Noruega. O lateral Noussair Mazraoui, titular do Manchester United e um dos líderes da equipe africana, deixou o gramado ainda no primeiro tempo após sentir um desconforto físico. Pouco depois, foi a vez de Abde Ezzalzouli, atacante do Real Betis e uma das principais armas ofensivas da seleção marroquina, também ser substituído.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Seleção de MarrocosReprodução Wesley sentiu lesão em amistoso contra o Egito e pode ser cortado da Copa do Mundo uma semana antes da estreia / Reprodução: TV Globo Seleção Brasileira encarou o Egito no último amistoso antes da Copa do Mundo de 2026 / Reprodução: CBF | Rafael Ribeiro Seleção Brasileira encarou o Egito no último amistoso antes da Copa do Mundo de 2026 / Reprodução: CBF | Rafael Ribeiro

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Apesar das saídas, Marrocos seguiu superior na partida e controlou boa parte das ações diante de uma Noruega que conta com nomes como Erling Haaland e Martin Ødegaard. Ainda assim, a imagem dos dois atletas deixando o campo naturalmente acendeu um sinal de alerta às vésperas do Mundial.

O episódio aconteceu apenas horas depois de o Brasil confirmar o primeiro corte de sua delegação. Wesley, que sonhava disputar a primeira Copa do Mundo da carreira, foi retirado da lista após sofrer uma lesão muscular no amistoso contra o Egito. Para seu lugar, Carlo Ancelotti convocou o volante Éderson, da Atalanta.

Uma estreia que já não tem favorito absoluto
As possíveis ausências marroquinas chamam atenção, mas dificilmente alteram a essência do confronto que será disputado no próximo sábado (13/6), em Nova Jersey.

Se durante décadas uma partida entre Brasil e uma seleção africana seria automaticamente enquadrada sob o rótulo de amplo favoritismo brasileiro, a realidade atual é diferente.

Marrocos chega aos Estados Unidos carregando a herança da geração que mudou a história do futebol africano na Copa do Mundo de 2022. No Catar, os marroquinos se tornaram a primeira seleção do continente a alcançar uma semifinal de Mundial, eliminando adversários tradicionais e conquistando respeito global.

Desde então, a equipe manteve boa parte de sua base e passou por um processo natural de renovação. Por isso, muitos enxergam o elenco atual como uma espécie de “versão 2.0” daquela geração histórica.

Não por acaso, foi justamente essa safra de jogadores que também conquistou outro marco simbólico: a primeira vitória de Marrocos sobre o Brasil.

Um jogo decidido nos detalhes
O contexto atual aponta para um cenário raro em estreias de Copa envolvendo a Seleção Brasileira. Brasil e Marrocos chegam com elencos fortes, jogadores atuando nos principais centros do futebol mundial e expectativas elevadas dentro do grupo.

Mais do que uma partida entre tradição e surpresa, o confronto coloca frente a frente duas equipes que enxergam a classificação às oitavas de final como obrigação. Por isso, a tendência é de um jogo muito mais equilibrado do que o peso das camisas poderia sugerir.

A possibilidade de empate aparece como um cenário plausível. Uma vitória apertada para qualquer um dos lados também não surpreenderia. Ao mesmo tempo, a força mental, o momento técnico e a forma como cada seleção responder às circunstâncias da partida podem transformar completamente o roteiro.

Copa começa antes da bola rolar
As lesões de Wesley, Mazraoui e Ezzalzouli servem como lembrete de que uma Copa do Mundo não é construída apenas durante os 90 minutos. A disputa começa nos bastidores, passa pelos treinamentos, pelo controle físico dos atletas e pelas decisões tomadas pelas comissões técnicas.

No caso do Brasil e de Marrocos, a preparação para a estreia ganhou um elemento extra de atenção nesta última semana. Mas, independentemente da situação dos lesionados, uma certeza já se desenha: o primeiro compromisso da Seleção Brasileira no Mundial está longe de ser um simples jogo de abertura.

Trata-se do encontro entre uma equipe que busca o hexacampeonato e outra que passou os últimos anos provando que já não entra em campo para apenas participar. E é justamente essa combinação que transforma Brasil x Marrocos em um dos confrontos mais intrigantes da primeira rodada da Copa do Mundo de 2026.