Desde que “Quem Ama Cuida” estreou, uma teoria ganhou força nas redes sociais: Pedro, personagem de Chay Suede, pode não ser o mocinho que aparenta ser. Embora a novela ainda esteja em seus primeiros capítulos e não exista qualquer confirmação oficial sobre o rumo do personagem, as especulações são inevitáveis — principalmente para quem conhece o histórico de Walcyr Carrasco.
Se o autor decidir transformar Pedro no grande vilão da trama, estará longe de ser a primeira vez que ele esconde a verdadeira face de um personagem atrás de um sorriso simpático e de uma imagem aparentemente irrepreensível.
O exemplo mais emblemático aconteceu em “O Outro Lado do Paraíso” (2017). Durante boa parte da novela, Renato, interpretado por Rafael Cardoso, foi apresentado como um médico íntegro, amigo leal e possível interesse amoroso da protagonista. Aos poucos, porém, o personagem revelou sua verdadeira personalidade e se transformou em um dos maiores vilões da história.
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A virada surpreendeu parte do público, mas não todos. Na época, esta colunista revelou, ainda no dia da estreia da novela, que Renato seria revelado o maior cafajeste da história. A informação parecia improvável naquele momento, mas acabou se confirmando meses depois, quando o médico passou a agir movido por ambição, manipulação e interesses próprios.
Quase uma década depois, a situação se repete de forma curiosa. Pedro ainda não deu sinais concretos de vilania, mas a construção do personagem já desperta desconfiança entre os telespectadores mais atentos. O mistério envolvendo Arthur (Antonio Fagundes), os conflitos familiares e as inúmeras camadas da trama alimentam a sensação de que ainda há muito a ser descoberto sobre ele.
Também pesa nessa percepção a presença de Chay Suede. Nos últimos anos, o ator se destacou justamente por interpretar personagens complexos, capazes de transitar entre o carisma e a perversidade sem perder a credibilidade.
Por enquanto, tudo não passa de especulação. Mas, quando o assunto é Walcyr Carrasco, a experiência mostra que os personagens mais perigosos nem sempre são aqueles que chegam à história carregando a placa de vilão. Às vezes, eles entram pela porta da frente como mocinhos exemplares — exatamente como aconteceu com Renato.
Se Pedro seguirá ou não esse mesmo caminho, só os próximos capítulos dirão. Mas uma coisa é certa: a simples comparação já mostra que “Quem Ama Cuida” conseguiu despertar no público a principal sensação que toda boa novela precisa provocar: a dúvida.



