11 de julho de 2026

Acre registra mais de 500 novos casos de tuberculose e mantém incidência acima da média nacional

Estado contabilizou 502 novos casos e segue com incidência superior à média brasileira, reforçando o alerta para prevenção e diagnóstico precoce.

Acre registra mais de 500 novos casos de tuberculose e mantém incidência acima da média nacional
Ministério da Saúde confirma 502 novos casos de tuberculose no Acre e destaca cenário epidemiológico do estado.

mais de 500 novos casos de tuberculose em 2025, conforme dados epidemiológicos divulgados pelo Ministério da Saúde. Ao todo, foram 502 novos casos da doença no estado, número que mantém o coeficiente de incidência acima da média nacional, estimada em 39,7 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.

Os indicadores reforçam a necessidade de ampliar as ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença, considerada um importante desafio para a saúde pública no Brasil.

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Maioria dos casos é de tuberculose pulmonar

Dos 502 registros confirmados no Acre, 443 casos correspondem à tuberculose pulmonar, representando 88,2% das notificações realizadas em 2025.

Em relação ao perfil dos pacientes, os homens concentram a maior parte dos casos, com 318 notificações (63,3%), enquanto as mulheres somaram 184 registros (36,7%). O levantamento também aponta dois casos identificados no pós-óbito.

A tuberculose pulmonar é a forma mais comum da doença e também a principal responsável pela transmissão entre pessoas.

Rio Branco concentra mais da metade das notificações

A capital acreana continua sendo o município com maior número de casos da doença.

Segundo o Ministério da Saúde, Rio Branco registrou 285 novos casos, apresentando uma incidência de 73,3 casos por 100 mil habitantes, índice superior à média nacional.

Os dados demonstram que a concentração populacional e os desafios relacionados ao acesso ao diagnóstico e ao tratamento influenciam diretamente o cenário epidemiológico da capital.

Doença provocou 34 mortes

O levantamento também registra 34 óbitos por tuberculose no Acre em 2024.

As mortes foram distribuídas da seguinte forma:

  • 1 óbito entre crianças de 0 a 14 anos;
  • 22 mortes na faixa etária de 15 a 59 anos;
  • 11 óbitos entre pessoas com 60 anos ou mais.

Os dados reforçam a importância do diagnóstico precoce e da continuidade do tratamento, fundamentais para reduzir complicações e evitar mortes pela doença.

Acre apresenta incidência inferior à de alguns estados da Região Norte

Embora esteja acima da média brasileira, o Acre apresenta incidência menor do que outros estados da Região Norte.

Entre os índices divulgados pelo Ministério da Saúde estão:

  • Amazonas: 93,0 casos por 100 mil habitantes;
  • Roraima: 61,2 casos por 100 mil habitantes;
  • Pará: 60,0 casos por 100 mil habitantes;
  • Amapá: 60,0 casos por 100 mil habitantes.

Ainda assim, os números indicam que a tuberculose permanece como um importante problema de saúde pública na região amazônica.

O que é a tuberculose?

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, conhecida também como bacilo de Koch.

Embora afete principalmente os pulmões, a infecção também pode atingir órgãos como:

  • rins;
  • ossos;
  • intestinos;
  • gânglios linfáticos;
  • meninges.

A transmissão ocorre pelo ar, principalmente quando uma pessoa com tuberculose pulmonar elimina partículas contaminadas ao tossir, espirrar ou falar.

Grupos que exigem maior atenção

Especialistas destacam que alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade ao desenvolvimento da doença e necessitam de acompanhamento mais rigoroso.

Entre eles estão:

  • pessoas privadas de liberdade;
  • idosos;
  • crianças e adolescentes;
  • pessoas com baixa imunidade.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para interromper a cadeia de transmissão e aumentar as chances de cura.

Como é feito o diagnóstico?

O Ministério da Saúde recomenda diferentes métodos para confirmar a tuberculose.

Os principais exames incluem:

  • Teste Rápido Molecular para Tuberculose (TRM-TB);
  • Baciloscopia;
  • Cultura para identificação da bactéria;
  • Teste de sensibilidade aos medicamentos.

Além dos exames laboratoriais, a avaliação clínica e o raio-X de tórax são utilizados como ferramentas complementares para auxiliar na confirmação do diagnóstico.

Tratamento é gratuito pelo SUS

A tuberculose tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O acompanhamento médico e o uso correto da medicação durante todo o período indicado são fundamentais para evitar o abandono do tratamento, reduzir a transmissão da doença e prevenir o surgimento de formas resistentes da bactéria.

Fonte: Ministério da Saúde

Por Samoel Andrade