O documentário Anatomia do Caos chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (2) trazendo um olhar sobre os bastidores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, realizada pelo Senado Federal durante a pandemia.
Dirigido por Dandara Ferreira e distribuído pela Descoloniza Filmes, o longa busca reconstruir acontecimentos ocorridos durante a emergência sanitária, utilizando imagens, depoimentos e registros da comissão que investigou ações do governo federal relacionadas ao enfrentamento da pandemia.
Em entrevista ao programa Conversa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, a diretora afirmou que decidiu iniciar o projeto enquanto o Brasil enfrentava o crescimento no número de mortes provocadas pela Covid-19.
“Eu senti que o cinema poderia dar voz ao povo brasileiro. Estávamos todos sendo violentados de uma maneira cruel e não podíamos aceitar a banalização nem naturalizar a crueldade”, declarou.
Segundo Dandara, o documentário tem como principais eixos a preservação da memória e a discussão sobre responsabilização dos fatos ocorridos durante a pandemia.
Durante a entrevista, a cineasta também comentou que considera importante manter vivo o debate sobre os acontecimentos investigados pela CPI da Covid-19, destacando que, em sua visão, a história retratada no filme ainda não foi encerrada.
Além de Anatomia do Caos, Dandara Ferreira dirigiu os filmes Meu Nome é Gal (2023) e Vou Tirar Você Desse Lugar (2025). Para ela, apesar de tratarem de temas distintos, as produções compartilham discussões relacionadas à política, cultura e sociedade.
O documentário passa a integrar o circuito nacional de cinemas a partir desta quinta-feira (2).



