16 de julho de 2026

Erro em mandado por pensão leva à prisão de homem inocente no Acre; Justiça determina soltura

Caso foi identificado durante audiência de custódia após a Defensoria Pública comprovar que o preso tinha o mesmo nome do verdadeiro devedor de pensão alimentícia.

Erro em mandado por pensão leva à prisão de homem inocente no Acre; Justiça determina soltura
homem preso por enganoHomem é solto após prisão por engano no Acre devido a erro de identificação. no Acre

Um homem preso por engano no Acre teve a liberdade restabelecida após a Defensoria Pública do Estado (DPE-AC) comprovar, durante audiência de custódia, que ele não era a pessoa procurada pela Justiça.

Segundo a Defensoria, o homem vivia em situação de extrema vulnerabilidade social, buscava superar a dependência química e havia adquirido uma banca para retomar o trabalho quando foi surpreendido pelo cumprimento de um mandado de prisão.

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Prisão ocorreu após consulta ao banco de mandados

De acordo com o relato apresentado na audiência, policiais realizaram uma consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) e localizaram um mandado em nome do homem abordado.

Ele foi preso por força da ordem judicial, que se referia a uma dívida de pensão alimentícia.

Homonímia provocou a prisão indevida

Ao analisar o processo, o defensor público responsável pelo caso identificou inconsistências entre as informações do preso e os dados constantes no mandado judicial.

Segundo a DPE-AC, a ordem de prisão continha apenas o nome do suposto devedor e o nome de sua mãe, sem outros elementos que permitissem confirmar a identidade da pessoa procurada.

A confusão ocorreu porque o homem preso e sua mãe possuem exatamente os mesmos nomes do verdadeiro devedor da pensão alimentícia e de sua genitora, caracterizando um caso de homonímia completa.

Mandado havia sido expedido no Mato Grosso

A ordem judicial era referente a um processo de execução de pensão alimentícia que tramita no município de Sapezal (MT).

Após a comprovação do equívoco, a Justiça determinou a imediata soltura do homem, impedindo que ele permanecesse preso por um processo ao qual não tinha qualquer vínculo.

Defensoria destacou importância da audiência de custódia

Segundo a Defensoria Pública, a atuação durante a audiência de custódia foi fundamental para identificar o erro e assegurar que a prisão fosse rapidamente revertida.

O caso também evidencia a importância de mecanismos de conferência de identidade em mandados judiciais, especialmente em situações envolvendo pessoas com nomes idênticos.

Por Allyson Barros