8 de julho de 2026

Usuários cobram banheiros e avaliam com nota zero pro transporte coletivo de Rio Branco

Usuários reclamam da demora dos ônibus, falhas constantes na frota e da falta de banheiros públicos no Terminal Urbano

Usuários cobram banheiros e avaliam com nota zero pro transporte coletivo de Rio Branco
Passageiros reclamam do transporte público de Rio Branco no Terminal Urbano

A crise no transporte coletivo de Rio Branco segue provocando revolta entre os passageiros. Durante entrevistas realizadas nesta quarta-feira (8) no Terminal Urbano da capital, usuários classificaram o serviço como “nota zero”, apontando atrasos, ônibus quebrados e problemas na estrutura do terminal.

No momento da reportagem, apenas 38 ônibus circulavam pela cidade, enquanto o esperado para o horário seria entre 80 e 90 veículos, segundo informações levantadas durante a apuração. Em algumas plataformas havia apenas um ônibus disponível e, em outras, nenhum veículo.

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Demora e ônibus quebrados

Entre as principais reclamações dos passageiros estão o longo tempo de espera e as constantes falhas mecânicas dos veículos.

O estudante Davi Ferreira relatou que precisou concluir parte do trajeto a pé após o ônibus quebrar no meio do percurso. Já trabalhadores afirmaram que frequentemente recorrem a aplicativos de transporte para não perder compromissos profissionais.

Uma das entrevistadas informou que aguardava havia cerca de uma hora pelo ônibus de sua linha.

Cobrança por banheiros gera críticas

Além da situação da frota, usuários também cobraram melhorias na infraestrutura do Terminal Urbano.

A autônoma Nívea Monteiro defendeu a disponibilização de banheiros públicos gratuitos, criticando a cobrança para utilização dos sanitários.

Segundo ela, quem utiliza diariamente o transporte coletivo já arca com impostos e com o pagamento da tarifa, não sendo justo pagar novamente para usar o banheiro.

Prefeitura promete renovação da frota

Em meio à crise, a Prefeitura de Rio Branco informou que trabalha para colocar novos ônibus em circulação e solicitou um prazo de 60 dias para a chegada dos veículos.

Enquanto isso, a empresa Ricco, responsável pelas linhas do transporte coletivo, informou que não possui mais condições nem interesse em continuar operando na capital acreana.


Por Allyson Barros