28 de junho de 2026

“Kid preto” contesta decisão de Moraes que manteve prisão preventiva

“Kid preto” contesta decisão de Moraes que manteve prisão preventiva
“Kid preto” contesta decisão de Moraes que manteve prisão preventiva

A defesa do general Mário Fernandes, apontado como um dos integrantes do grupo conhecido como “Kids Pretos”, apresentou, nesta segunda-feira (15/7), um agravo regimental ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes que manteve a prisão preventiva do militar.

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Os advogados alegam que a prisão é ilegal e injustificada, e pedem a revogação da medida ou sua substituição por medidas cautelares. Fernandes está detido desde novembro do ano passado, após a Polícia Federal encontrar um arquivo eletrônico denominado “Punhal e Amarelo” em um HD de sua propriedade.

Segundo a defesa, a prisão preventiva foi decretada com base na gravidade dos fatos investigados, na suposta periculosidade de Fernandes e em uma suposta influência do general sobre os demais membros do grupo “Kids Pretos”.

No primeiro pedido enviado ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados sustentam que o arquivo “Punhal e Amarelo” nunca foi compartilhado com terceiros e que não há provas de que Mário Fernandes tenha participado de atos concretos relacionados a um suposto golpe de Estado. Defesa também destaca que testemunhas, como o tenente-mauro Mauro Cid, afirmaram desconhecer o documento.

A defesa também argumenta que, quando estava em liberdade, o general não cometeu novos crimes nem interferiu nas investigações.

Os advogados pedem que, caso Moraes não reveja sua decisão individual, o recurso seja levado ao colegiado do STF, com a garantia do direito à sustentação oral.

Fernandes atuou na Secretaria-Geral da Presidência da República durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e figura como réu na ação penal que tramita na Suprema Corte. Diante disso, Moraes determinou a manutenção da prisão.

Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), o general também fazia parte de uma organização que teria planejado o assassinato do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do próprio ministro, em dezembro de 2022. De acordo com a Polícia Federal, ele teria imprimido o plano, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, dentro do Palácio do Planalto.

4 imagensMário Fernandes, general da reserva preso por suposto golpe de EstadoO general Mário FernandesMário Fernandes foi secretário adjunto da Secretaria-Geral da Presidência no governo BolsonaroFechar modal.1 de 4

General Mario Fernandes deixou fotos na nuvem

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Mário Fernandes, general da reserva preso por suposto golpe de Estado

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O general Mário Fernandes

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Mário Fernandes foi secretário adjunto da Secretaria-Geral da Presidência no governo Bolsonaro

Reprodução

Núcleo 2

  • Silvinei Vasques – ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na gestão de Bolsonaro.
  • Fernando de Sousa Oliveira – ex-secretário adjunto da Secretaria de Segurança Pública do DF.
  • Filipe Garcia Martins Pereira – ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência.
  • Marcelo Costa Câmara – coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro.
  • Marília Ferreira de Alencar – delegada da Polícia Federal e ex-subsecretária de Segurança Pública do Distrito Federal.
  • Mário Fernandes – general da reserva do Exército e “kid preto”.