22 janeiro 2026

Após Castro dizer que estado está “sozinho”, Lewandowski afirma não ter recebido pedido de ajuda

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Em um dia marcado pela megaoperação no Rio que se tornou a mais letal da história do estado, um desentendimento público tomou conta entre o governo federal e o estadual. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou não ter recebido “absolutamente nada” em termos de pedido de ajuda do governador Cláudio Castro para a ação nos complexos do Alemão e da Penha. A declaração foi uma resposta direta às críticas feitas por Castro horas antes, que afirmou que o estado estava “sozinho” na ação.

“Não recebi nenhum pedido do governador do Rio de Janeiro, enquanto ministro da Justiça e Segurança Pública, para esta operação, nem ontem, nem hoje, absolutamente nada”, disse Lewandowski. Ele reforçou a divisão de responsabilidades: “a responsabilidade constitucional pela segurança pública nos estados é das autoridades locais, é do governador”.

Mais cedo, em entrevista coletiva, Castro havia pintado um cenário diferente. Ele acusou o governo Lula de negar ajuda para operações policiais e disse que o empréstimo de blindados do Exército foi negado três vezes. “Para emprestar o blindado, tinha que ter GLO (Garantia da Lei e da Ordem), e o presidente Lula é contra a GLO. Cada dia uma razão para não estar colaborando”, reclamou o governador.

O impasse político ocorre em meio a um dos episódios mais violentos da segurança pública carioca. De acordo com o Palácio Guanabara, a operação deixou um saldo de pelo menos 64 mortos e 81 presos, consolidando-se como a ação policial com o maior número de mortes na história do estado do Rio de Janeiro.

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