A Paramount confirmou nesta sexta-feira (27/2) a aquisição da Warner Bros. Discovery por US$ 111 bilhões (R$569 bilhões), selando uma das maiores operações já vistas em Hollywood. De acordo com o The Hollywood Reporter, o anúncio veio um dia após a Netflix decidir não avançar com sua proposta de US$ 87,2 bilhões, mesmo tendo o direito de igualar a oferta vencedora. A empresa avaliou que, nos termos finais, os valores deixaram de ser financeiramente atrativos.
Pelos termos do acordo, os acionistas da Warner receberão US$ 31 por ação. O contrato prevê ainda uma multa de US$ 7 bilhões caso a transação seja barrada por autoridades antitruste.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Compra da Warner Bros. é disputada pela Netflix e pela ParamountCrédito: Reprodução Pexels e YouTube Compra da Warner Bros. é disputada pela Netflix e pela ParamountCrédito: Pexels Compra da Warner Bros. é disputada pela Netflix e pela ParamountReprodução Compra da Warner Bros. é disputada pela Netflix e pela ParamountFoto: Divulgação Netflix e Warner Bros.Crédito: Divulgação
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Em comunicado, David Ellison, principal executivo da Paramount, afirmou que a união dos grupos busca acelerar a construção de uma companhia de entretenimento “preparada para a próxima geração”, combinando estúdios tradicionais e plataformas de streaming. O financiamento envolve US$ 47 bilhões em aportes da família Ellison e da RedBird Capital, além de US$ 54 bilhões em dívidas bancárias.
Para mitigar resistências regulatórias, as empresas se comprometeram a manter Paramount e Warner Bros. operando como estúdios separados, com a produção mínima de 15 filmes por ano cada um, além de preservar uma janela exclusiva de 45 dias nos cinemas antes da estreia no digital. O plano de integração projeta cerca de US$ 6 bilhões em sinergias, sobretudo com a unificação de sistemas e ganhos de eficiência — movimento que, segundo analistas, pode resultar em cortes relevantes de pessoal.
A expectativa é concluir a operação no terceiro trimestre de 2026, embora o negócio já esteja sob análise da Procuradoria-Geral da Califórnia.
Em nota, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, agradeceram a condução do processo e reforçaram que a aquisição era considerada estratégica, mas não a qualquer custo — razão pela qual optaram por não cobrir a oferta rival, apesar da possibilidade contratual. Com a fusão, a nova companhia deve integrar ativos como Max e Paramount+ em uma única infraestrutura tecnológica.
Apesar da derrota na disputa, a Netflix receberá uma taxa de rescisão de US$ 2,8 bilhões. Em comunicado enviado à SEC, a empresa informou que a WBD rescindiu formalmente o acordo anterior para firmar um novo contrato de fusão com a Paramount Skydance, após a apresentação da proposta superior que encerrou o embate.






