A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agredir e torturar uma empregada doméstica grávida de 19 anos, foi presa na manhã desta quinta-feira, 7, em Teresina.
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, a suspeita estava hospedada na residência de familiares na capital piauiense e vinha sendo monitorada pela Polícia Civil. Ela foi localizada após passar por um posto de combustíveis no bairro São Cristóvão, nas proximidades da sede da Secretaria de Segurança Pública.
A prisão ocorreu após a Justiça do Maranhão decretar a prisão preventiva da empresária, atendendo a pedido da Polícia Civil que investiga o caso ocorrido em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís.
De acordo com a defesa, Carolina viajou ao Piauí porque não teria familiares no Maranhão para cuidar do filho de 6 anos. Os advogados afirmaram ainda que ela não pretendia fugir ou se esconder das autoridades.
Na quarta-feira, 6, policiais chegaram a ir até a residência da empresária para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi encontrada. Conforme a investigação, apenas uma funcionária estava no imóvel no momento da visita.
Além da empresária, o policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como participante das agressões, também se apresentou à polícia nesta quinta-feira.
O caso ganhou grande repercussão após a vítima procurar a polícia e denunciar as agressões sofridas dentro da residência onde trabalhava, no último dia 17 de abril.
Segundo o relato da jovem, que está grávida de cinco meses, ela foi agredida com puxões de cabelo, tapas, socos e murros, além de ter sido derrubada no chão durante os ataques.
A doméstica afirmou que tentou proteger a barriga durante toda a agressão por medo de perder o bebê.
As agressões teriam começado após a empresária acusar a funcionária de furtar uma joia da residência. Ainda conforme o depoimento, o objeto foi encontrado posteriormente dentro de um cesto de roupas sujas da própria casa.
Mesmo após a localização da joia, os ataques continuaram, segundo a vítima, que também relatou ter sido ameaçada de morte caso denunciasse o caso às autoridades.
Em áudios obtidos pela imprensa, atribuídos à empresária, Carolina Sthela faz declarações sobre as agressões e chega a afirmar que a vítima “não era para ter saído viva”, além de mencionar que esperava que a jovem tivesse ficado com mais hematomas.
A vítima também relatou à polícia que o policial militar investigado teria participado das agressões e pressionado a jovem de forma violenta durante o episódio.
A Polícia Civil segue investigando o caso, que apura crimes de tortura, ameaça e violência contra mulher gestante.


