O Acre está entre os estados brasileiros com menor renda necessária para que uma família seja considerada de classe média alta, segundo um levantamento baseado na PNAD Contínua 2025, do IBGE, divulgado nesta quinta-feira (7).
De acordo com o estudo, uma família acreana precisa ter renda mensal de aproximadamente R$ 6,3 mil para integrar essa faixa social. O cálculo considera a renda per capita multiplicada por 1,5, além de uma média de três pessoas por domicílio.
O Acre aparece ao lado de outros estados das regiões Norte e Nordeste com os menores valores do país. A diferença é significativa em relação às regiões mais ricas, onde o custo de vida e a renda média são mais elevados.
No ranking nacional, o Distrito Federal lidera com exigência de renda de R$ 20,4 mil mensais. Em seguida aparecem São Paulo, com R$ 13,3 mil, e Rio Grande do Sul, com R$ 12,8 mil. A média brasileira ficou em R$ 10,4 mil por mês.
Entre os estados do Norte, o Tocantins registra o maior valor, com R$ 9,2 mil, seguido por Rondônia (R$ 9 mil). Amazonas aparece com R$ 6,7 mil, Pará com R$ 6,4 mil e o Acre com R$ 6,3 mil.
https://www.instagram.com/p/DYDiU-yFoti/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==
O levantamento destaca ainda que nenhuma unidade da federação das regiões Norte e Nordeste ultrapassa a marca de R$ 10 mil mensais para entrada na chamada classe média alta.
A pesquisa utiliza dados da PNAD Contínua 2025, principal estudo do IBGE sobre renda e condições de vida da população. A metodologia busca estimar o patamar de renda necessário para posicionar famílias no terço superior da classe média brasileira, evidenciando as diferenças econômicas entre as regiões do país.


