O Acre alcançou um importante destaque na área da saúde ao ficar em 4º lugar no Brasil em número de transplantes de fígado por milhão de habitantes, segundo dados do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) 2025, divulgados pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO).
No período analisado, o estado realizou 18 transplantes hepáticos, todos com órgãos de doadores falecidos. Com isso, atingiu a taxa de 20,4 procedimentos por milhão de habitantes, ficando atrás apenas do Distrito Federal, Ceará e Paraná.
O resultado coloca o Acre à frente de estados com grande estrutura hospitalar, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e evidencia o avanço da rede pública de saúde acreana na área de alta complexidade.
O desempenho é atribuído ao fortalecimento das políticas estaduais de transplantes, envolvendo desde a captação de órgãos até a regulação, assistência especializada e acompanhamento dos pacientes que aguardam na fila.
A presidente da Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre), Sóron Steiner, destacou o resultado como motivo de orgulho para o estado, ressaltando os desafios logísticos e geográficos enfrentados.
Ela afirmou que o avanço é resultado do trabalho integrado das equipes de saúde e da solidariedade das famílias doadoras. “Mais do que números, estamos falando de vidas salvas e de pessoas que recebem uma nova chance”, disse.
Segundo a gestora, o desempenho demonstra a capacidade técnica dos profissionais e o comprometimento da rede pública de saúde do Acre.
Em nível nacional, o Brasil registrou em 2025 um total de 2.573 transplantes de fígado, com taxa de 12,1 por milhão de habitantes — o maior número já registrado no país, segundo o levantamento.

Com isso, o Brasil ocupa atualmente a 4ª posição mundial em número absoluto de transplantes hepáticos, consolidando o Sistema Único de Saúde (SUS) como uma das maiores redes públicas de transplantes do mundo.
No Acre, o avanço representa não apenas um indicador estatístico, mas também a ampliação do acesso à saúde especializada e o fortalecimento de um sistema que tem salvado vidas.
A coordenadora do serviço de transplantes da Fundhacre, Valéria Monteiro, reforçou a importância da doação de órgãos. “Sem doador não tem transplante. É um gesto que salva vidas e transforma realidades”, afirmou.



