A puérperas no Acre não se vacinaram contra a gripe em níveis considerados preocupantes, segundo o mais recente boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre). Os dados mostram que esse grupo registrou a menor cobertura vacinal entre todos os públicos prioritários da campanha contra a influenza.
De acordo com o levantamento, apenas 2,6% das puérperas receberam a vacina em todo o estado, percentual muito distante da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde. O cenário preocupa especialistas porque a imunização das mães no período pós-parto também ajuda a proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida.
O boletim aponta ainda que 13 dos 22 municípios acreanos não registraram nenhuma vacinação entre as puérperas durante o período analisado. A ausência de imunização reforça o alerta das autoridades para a necessidade de intensificar as campanhas de vacinação em todo o estado.
A baixa cobertura vacinal também foi observada em outros grupos prioritários. Entre as crianças de seis meses a menores de seis anos, a cobertura ficou em 41,02%, enquanto entre os idosos o índice chegou a apenas 27,48%. As gestantes apresentaram o melhor desempenho, com 64,05%, mas ainda abaixo da meta nacional.
Segundo a Sesacre, aumentar a adesão à vacinação é uma das principais estratégias para reduzir casos graves de influenza, internações e complicações provocadas por vírus respiratórios, especialmente durante o período de maior circulação dessas doenças.



