4 de julho de 2026

Jair Bolsonaro tem prisão domiciliar humanitária mantida por Alexandre de Moraes; veja o que muda

Jair Bolsonaro tem prisão domiciliar humanitária mantida por Alexandre de Moraes; veja o que muda
Foto: Minervino Júnior/CB/D.A.Press

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro, prorrogando a medida que havia sido concedida em razão das condições de saúde do ex-presidente. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (3) e acompanhou parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não apresentou objeção à continuidade do benefício.

Com a decisão, permanecem em vigor todas as restrições já impostas anteriormente. Bolsonaro continuará utilizando tornozeleira eletrônica, está proibido de usar telefone celular ou qualquer outro meio de comunicação direta ou indireta e segue impedido de manter contato externo por intermédio de terceiros.

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As visitas também continuam limitadas. Apenas pessoas previamente autorizadas pelo ministro poderão entrar na residência, com exceção dos filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan, autorizados a visitá-lo em dias específicos. Michelle Bolsonaro, Laura Bolsonaro e Letícia, que residem no imóvel, mantêm livre acesso.

Além da manutenção da prisão domiciliar, Moraes determinou a revogação definitiva do porte de arma e do Certificado de Registro como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). A decisão também determina a apreensão imediata de todas as armas registradas em nome do ex-presidente, incluindo pistolas, espingardas e fuzis de diferentes fabricantes.

A defesa de Bolsonaro terá 48 horas para entregar o armamento à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Caso a determinação não seja cumprida, o benefício da prisão domiciliar poderá ser revogado, com retorno ao regime fechado.

Condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro havia recebido o benefício humanitário inicialmente por 90 dias. Após o término do prazo, os advogados solicitaram a prorrogação, alegando que o ex-presidente voltou a apresentar crises persistentes de soluço e necessita de novos exames médicos.

Durante o período em que permaneceu em prisão domiciliar, uma arma registrada em nome de Bolsonaro foi apreendida durante uma ocorrência envolvendo um agente de segurança. Apesar da investigação aberta, a Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que não identificou materialidade ou conduta dolosa relacionada a crime de posse ilegal de arma de fogo por parte do ex-presidente.