6 de julho de 2026

STF dá prazo de 48 horas para tribunais explicarem pagamentos de “penduricalhos”

Supremo exige transparência e investiga pagamentos que podem chegar a R$ 495 mil no Judiciário.

STF dá prazo de 48 horas para tribunais explicarem pagamentos de “penduricalhos”
Tribunais de sete estados terão de detalhar pagamentos feitos entre abril e julho de 2026.

O Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal determinou nesta segunda-feira (6) que presidentes de sete tribunais de justiça prestem esclarecimentos em até 48 horas sobre o pagamento de verbas conhecidas como “penduricalhos”, que podem ultrapassar o teto constitucional de remuneração no serviço público.

A decisão foi assinada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Flávio Dino após reportagem indicar possíveis irregularidades em pagamentos realizados por tribunais estaduais.

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Decisão foi motivada por reportagem da imprensa

Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, alguns tribunais estariam realizando pagamentos remuneratórios e indenizatórios que, somados, ultrapassariam o limite constitucional, com casos que chegariam a até R$ 495 mil.

O entendimento do STF, firmado em julgamento recente, estabelece regras mais rígidas para o controle de verbas indenizatórias que não podem ser usadas para burlar o teto salarial do funcionalismo público.

Tribunais intimados

Foram intimados os presidentes dos Tribunais de Justiça das seguintes unidades da federação:

  • Distrito Federal
  • Goiás
  • Maranhão
  • Paraná
  • Rio de Janeiro
  • Rio Grande do Norte
  • Rondônia

Os tribunais terão de apresentar dados detalhados sobre pagamentos realizados entre abril e julho de 2026, incluindo magistrados ativos, aposentados e pensionistas.

Dados exigidos pelo STF

As instituições deverão encaminhar:

  • Valores detalhados por magistrado
  • Separação entre verbas remuneratórias e indenizatórias
  • Folhas de pagamento dos meses solicitados
  • Identificação individualizada dos pagamentos

Em caso de descumprimento, os responsáveis poderão ser afastados dos cargos de direção e responder nas esferas civil, penal e administrativa.

Debate sobre o teto constitucional

O caso reacende o debate sobre o cumprimento do teto constitucional no Judiciário e o uso de verbas indenizatórias como forma de complementação de remuneração.

O STF afirma que o objetivo da medida é garantir transparência e uniformidade na aplicação das regras em todo o país.

Por Samoel Andrade