Durante a gestão do presidente Jair Bolsonaro, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) realizou compras sigilosas no valor total de R$ 31 milhões, conforme levantamento realizado pelo jornal O Globo com base em publicações no Diário Oficial da União. Essas aquisições foram feitas sem a realização de licitação e sem a divulgação detalhada dos produtos adquiridos ou das empresas fornecedoras.
Essas práticas de contratação sigilosa são comuns dentro da Abin e, em muitos casos, são realizadas sem o conhecimento de parte do corpo de agentes de inteligência. A agência alega que essas contratações seguem todas as disposições legais e que o sigilo é imposto apenas quando necessário para preservar a segurança nacional.
Embora a legislação permita a dispensa de licitação em casos que exijam sigilo sobre a capacidade investigatória, especialistas criticam o uso excessivo dessa brecha para a contratação de equipamentos cujo alcance é desconhecido.
A fiscalização das atividades da Abin cabe ao Legislativo, por meio da Comissão Mista de Controle de Atividades de Inteligência (CCAI). No entanto, o órgão não foi informado sobre a contratação e utilização do “First Mile” e de outras ferramentas secretas pela agência.
Via O Globo.




