A disputa envolvendo a Colônia Betel, propriedade localizada no KM 21, entre Sena Madureira e Rio Branco, ganhou um novo capítulo. Após matéria publicada pelo YacoNews, o representante legal do antigo proprietário, Manoel Izidoro da Silva Filho, encaminhou uma nota apresentando sua versão sobre a negociação e a decisão judicial de reintegração de posse.
Segundo a manifestação, Manoel tem 77 anos e teria trabalhado durante 35 anos na construção da propriedade. A fazenda teria sido negociada de “porteira fechada”, incluindo 210 cabeças de gado, pelo valor de R$ 2,5 milhões.
Antigo proprietário contesta valor que teria sido pago
A nota contesta a informação de que o comprador, identificado no documento como Márcio Beraldo, teria pago regularmente cerca de R$ 2,05 milhões.
De acordo com a versão apresentada pelo representante de Manoel, uma parcela de R$ 500 mil, com vencimento em março de 2026, não teria sido paga no prazo.
A manifestação também afirma que, como parte da entrada, avaliada em R$ 550 mil, teria sido entregue um prédio comercial em Rio Branco. A parte de Manoel alega, entretanto, que o imóvel não pertenceria ao comprador e questiona a documentação utilizada na negociação.
Outra acusação apresentada é de que cabeças de gado existentes na propriedade teriam sido vendidas antes da quitação do negócio.
Defesa considera decisão judicial correta
Na manifestação encaminhada ao YacoNews, o representante sustenta que a reintegração de posse foi necessária para proteger o patrimônio de Manoel.
A nota também confirma a existência de um depósito judicial de R$ 500 mil feito pelo comprador, mas sustenta que o valor foi depositado somente após a determinação judicial para saída da propriedade e que não seria suficiente, segundo a parte, para solucionar todas as pendências contratuais.
As acusações de fraude, má-fé, inadimplência e irregularidades na negociação são alegações apresentadas pelo representante do antigo proprietário e não devem ser tratadas, neste momento, como fatos definitivamente reconhecidos pela Justiça.
Com a manifestação, o caso passa a contar publicamente com versões divergentes sobre a negociação. Caberá ao Judiciário analisar contratos, pagamentos, documentos e demais provas para definir as responsabilidades das partes.
O YacoNews mantém espaço aberto aos envolvidos para novos esclarecimentos e acompanhará os próximos desdobramentos do processo.




