Dois meses e 14 dias foi o tempo que Cecília Vitória, uma bebê prematura, levou para receber alta hospitalar e poder finalmente ir para casa com o pai, Felipe Araújo, auxiliar de limpeza. A pequena venceu uma batalha árdua pela vida, iniciada ainda no útero da mãe, Gisele Gomes, de 22 anos, que sofreu morte encefálica no início de outubro.
“Estamos muito felizes. Depois da perda da minha esposa, nosso maior desejo era ver a Cecília bem e saudável. Oramos por ela todos os dias, e graças a Deus, ela está em casa. É um presente de Natal enorme para todos nós. A atenção agora é dobrada”, disse Felipe, emocionado.
Durante a internação de Cecília, a família enfrentou dificuldades e chegou a pedir ajuda para comprar mantimentos. Felipe e a avó materna da bebê se revezavam diariamente no hospital para acompanhá-la.
O pai reconheceu a importância do apoio recebido de amigos, familiares e até de desconhecidos que se solidarizaram com a situação. “Recebemos muitas doações, e sou extremamente grato a todos que ajudaram. Se pudesse, agradeceria individualmente, mas foram tantas pessoas que não tem como. Foi essencial para enfrentarmos esse momento difícil”, destacou.
Felipe relata que os médicos decidiram manter os aparelhos ligados em Gisele para dar uma chance à bebê. “Eles explicaram que o corpo dela estava funcionando como uma incubadora para Cecília. Apesar da perda irreparável da minha esposa, salvamos nossa filha”, conta ele, que estava com Gisele há 1 ano e 9 meses e vivia a expectativa da chegada da filha.
Hoje, a família comemora a presença de Cecília, que trouxe um alento em meio à dor da perda. A luta pela vida da pequena é uma história de amor, resiliência e solidariedade, que marca este Natal como inesquecível para todos os envolvidos.





