Mais de um em cada três domicílios do estado tinha pelo menos um morador beneficiário do programa em 2024. A Bolsa Família no Acre em 2024 alcançou 34,8% dos domicílios, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Acre aparece entre os maiores percentuais do país
O levantamento mostra uma participação elevada do programa nos domicílios acreanos quando comparada à média nacional.
Entre os estados da Região Norte, o Acre registrou percentual inferior ao Pará, que chegou a 38,2%, e ao Amazonas, com 35,2%.
Por outro lado, o índice acreano ficou acima dos registrados no Amapá, com 33,8%; Roraima, 24,4%; Tocantins, 23,1%; e Rondônia, 14,4%.
Os números mostram diferenças importantes na presença do programa de transferência de renda entre as unidades da Federação.
Média do Norte ficou bem acima da nacional
A Região Norte apresentou em 2024 uma proporção de 32,7% dos domicílios com pelo menos um beneficiário do Bolsa Família.
O percentual regional ficou 14 pontos percentuais acima da média brasileira, de 18,7%.
No Nordeste, a proporção foi ainda maior, chegando a 34,6% dos domicílios.
Já as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste registraram percentuais de 11,3%, 8,1% e 13%, respectivamente.
Percentual de domicílios com beneficiário do Bolsa Família em 2024
| Região | Domicílios com beneficiário |
|---|---|
| Brasil | 18,7% |
| Norte | 32,7% |
| Nordeste | 34,6% |
| Sudeste | 11,3% |
| Sul | 8,1% |
| Centro-Oeste | 13,0% |
| Acre | 34,8% |
Fonte: IBGE, PNAD Contínua 2024.
Maranhão e Piauí tiveram os maiores percentuais
Na comparação entre as unidades da Federação, os maiores percentuais foram registrados no Maranhão, com 41,3%, e no Piauí, com 41,2%.
O Acre, com 34,8%, ficou próximo dos maiores índices nacionais.
O resultado coloca o estado em uma posição de destaque na proporção de domicílios alcançados pelo programa, embora o indicador deva ser interpretado como uma medida de domicílios, e não como percentual da população beneficiária.
O que significa o percentual de 34,8%?
Um dos principais cuidados na leitura dos dados é diferenciar domicílio de pessoa beneficiária.
Quando o IBGE informa que 34,8% dos domicílios acreanos tinham beneficiários do Bolsa Família, isso significa que pelo menos uma pessoa residente naquele domicílio recebia o programa.
Portanto, não é correto afirmar que 34,8% dos moradores do Acre recebiam o benefício.
O indicador mede a presença do programa nos domicílios pesquisados pela PNAD Contínua.
Renda é menor nos domicílios que recebem Bolsa Família
Os dados do IBGE também mostram diferenças importantes no rendimento domiciliar per capita entre os grupos.
Em 2024, o rendimento médio mensal real domiciliar per capita dos domicílios brasileiros que recebiam Bolsa Família foi de R$ 717.
Entre os domicílios que não recebiam o programa, o rendimento médio foi de R$ 2.424.
A diferença evidencia que o Bolsa Família está concentrado em domicílios com menor rendimento médio, característica relacionada ao próprio público-alvo da política de transferência de renda.
O IBGE também divulgou que o rendimento domiciliar per capita de todas as fontes no Brasil chegou a R$ 2.069 em 2024. No Acre, o valor foi de R$ 1.271.
Bolsa Família é programa de transferência de renda
O Bolsa Família é uma política federal de transferência de renda destinada a famílias em situação de pobreza, dentro dos critérios estabelecidos pelo programa.
Além da transferência financeira, o programa possui compromissos relacionados a áreas como saúde e educação.
A proporção encontrada pela PNAD Contínua ajuda a dimensionar a presença da política de transferência de renda nos domicílios brasileiros.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social também destaca, com base em dados da PNAD Contínua, a evolução da participação dos domicílios com beneficiários do programa ao longo da série histórica.
Dados são referentes às primeiras visitas da PNAD Contínua
O levantamento do IBGE utiliza dados consolidados das primeiras visitas realizadas pela PNAD Contínua em 2024.
A metodologia é importante porque os percentuais divulgados não correspondem necessariamente ao número mensal de famílias cadastradas ou beneficiárias do programa.
São indicadores produzidos a partir de uma pesquisa amostral sobre os domicílios brasileiros.
O IBGE utiliza a PNAD Contínua para produzir informações sobre trabalho, renda, condições dos domicílios e outros aspectos socioeconômicos da população.
Acre tem 131,9 mil famílias beneficiárias em outro levantamento
Além da PNAD Contínua, dados de acompanhamento do programa apontam que o Acre tinha 131.983 famílias beneficiárias do Bolsa Família em 2024.
Esse número pertence a uma base administrativa e não deve ser confundido diretamente com o percentual de 34,8% produzido pela PNAD Contínua, que mede a proporção de domicílios com pelo menos um beneficiário.
A distinção é importante porque as duas fontes possuem objetivos e metodologias diferentes.
Presença do programa é maior no Norte e Nordeste
Os dados de 2024 mostram uma concentração regional do Bolsa Família nos domicílios das regiões Norte e Nordeste.
Enquanto 18,7% dos domicílios brasileiros tinham pelo menos um beneficiário, o percentual foi de 32,7% no Norte e 34,6% no Nordeste.
O Acre, com 34,8%, ficou ligeiramente acima da média nordestina e 2,1 pontos percentuais acima da média regional do Norte.
A diferença entre as regiões está relacionada às características socioeconômicas das populações e à distribuição do público atendido pelas políticas de transferência de renda.
O que os números mostram sobre o Acre
O percentual de 34,8% significa que o Bolsa Família estava presente em mais de um terço dos domicílios acreanos considerados pela pesquisa em 2024.
O resultado também mostra que a presença do programa no estado foi significativamente superior à média brasileira.
Ao mesmo tempo, os dados não devem ser interpretados isoladamente como medida de pobreza ou de renda da população. O indicador representa especificamente a proporção de domicílios com pelo menos um beneficiário.
Principais números
- 34,8% dos domicílios do Acre tinham pelo menos um beneficiário;
- 18,7% era a média brasileira;
- 32,7% era a média da Região Norte;
- 34,6% era a média do Nordeste;
- R$ 717 foi o rendimento médio mensal real domiciliar per capita nos domicílios brasileiros que recebiam Bolsa Família;
- R$ 2.424 foi o rendimento médio nos domicílios que não recebiam o benefício.
Os dados são da PNAD Contínua 2024, do IBGE.
Bolsa Família alcançava mais de um terço dos domicílios acreanos
Os números da PNAD Contínua mostram que o Bolsa Família tinha presença significativa nos domicílios do Acre em 2024.
Com 34,8%, o estado ficou muito acima da média nacional de 18,7% e também superou a média da Região Norte, de 32,7%.
O dado ajuda a dimensionar o alcance das políticas de transferência de renda no estado, mas deve ser lido corretamente: o percentual se refere aos domicílios que tinham pelo menos um beneficiário, e não à parcela da população acreana que recebia o programa.




