Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) têm pregado “alívio” nos bastidores após a divulgação das informações que vieram à tona com a quebra de sigilo das investigações sobre o caso Dark Horse, determinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último domingo (13/9).
O entorno do senador avalia que, até o momento, não há novos elementos que liguem o candidato do PL diretamente à gestão do filme e que a quebra de sigilo, na verdade, “inocenta” Flávio. O entendimento dentro da campanha é de que as informações corroboram o argumento usado pelo “filho 01” de que o dinheiro repassado por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, ao filme se tratou de “patrocínio privado”.
Inquérito da PF
Além da investigação que está com Dino, um inquérito da Polícia Federal, aberto após determinação do ministro André Mendonça, investiga a relação de Flávio Bolsonaro com o filme Dark Horse, segundo relatório da Corte tornado público na última quinta-feira (10/9).
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do Metrópoles
A investigação se dá sobre os repasses que totalizam R$ 61 milhões feitos por Vorcaro, a pedido de Flávio, e o destino desse dinheiro. Uma das suspeitas é que parte do montante seria destinada ao custeio de ações criminosas do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Quebra de sigilo
No último domingo (13/9), o ministro Flávio Dino retirou o sigilo do inquérito que tramita na Corte sob sua relatoria a respeito do filme Dark Horse. A ação investiga suposto esquema de desvio de verbas públicas com a participação do deputado federal Mario Frias (PL-SP).
São mais de 5 mil documentos que tiveram o sigilo derrubado. O STF determinou que a Suprema Corte centralize inquérito que tramitava na Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Na mesma decisão, proferida no âmbito da Petição (PET) nº 16.669/DF, o ministro Flávio Dino ordenou o levantamento do sigilo dos autos e dos atos investigativos já documentados, sob o fundamento de que é necessário garantir transparência e prevenção contra vazamentos seletivos.
Na última quinta-feira (10/9), a Polícia Federal (PF) deflagrou operação que teve como alvo o deputado Mario Frias e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Vinicius Passarelli.




