O influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, detido em operação da Polícia Federal (PF), é alvo de novo pedido de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). No processo, ele é réu por participação em um esquema de lavagem de dinheiro de rifas on-line.
A ação tramita na 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de São Paulo e está sob segredo de justiça.
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O Ministério Público de São Paulo confirmou o recebimento da denúncia e o pedido de prisão.
Até essa segunda-feira (20/10), o influenciador estava na Superintendência da PF, na Lapa, na zona oeste da capital. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), ele foi transferido para o Centro de Detenção Provisória IV de Pinheiros, também na zona oeste.
Prisão de Buzeira
Segundo a PF, Buzeira recebeu R$ 19,7 milhões de Rodrigo Morgado, que é investigado por enviar 3 toneladas de cocaína para a Europa e apontado como líder da organização criminosa. O dinheiro foi depositado em uma conta da empresa do influenciador, a Buzeira Digital.
O influenciador é considerado um dos rostos “legítimos” usados para lavar o dinheiro da facção em apostas e rifas on-line, disfarçadas de promoções e sorteios.
Na audiência de custódia após sua prisão, Buzeira afirmou que fatura entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões por mês com publicidade em suas redes sociais (veja abaixo).
Operação Narco Bet
- Ao todo, 11 mandados de prisão e 19 de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
- Um dos mandados de prisão também ocorreu na Alemanha, com apoio da Polícia Criminal Federal do país.
- As investigações apontam que o grupo criminoso utilizava métodos avançados de dissimulação financeira, movimentando valores em criptomoedas, remessas internacionais e empresas de fachada para ocultar a origem dos lucros do tráfico.
- Parte dos recursos lavados teria sido canalizado para empresas do setor de apostas eletrônicas, as chamadas “bets”, com o objetivo de mascarar os ganhos provenientes do tráfico e inserir o dinheiro no sistema financeiro com aparência de legalidade.
- No total, foram bloqueados R$ 630 milhões em bens e valores. Empresas do ramo de apostas esportivas estão sendo investigadas por suspeita de participação no esquema criminoso.
- A Polícia Federal não divulgou o nome das empresas de apostas investigadas, mas afirmou que algumas delas são regularizadas e obtiveram licenças com dinheiro ilícito.
Durante buscas na casa de Buzeira, localizada em um condomínio de alto padrão em Igaratá, os agentes encontraram o que classificaram como um “arsenal de guerra”. Entre o material apreendido, havia fuzis, pistolas, revólveres, munições, carregadores, radiocomunicadores e roupas de uso tático, todos armazenados de forma organizada em compartimentos da residência.
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Buzeira
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Defesa pede domiciliar a contador preso na mesma operação de Buzeira
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Influenciador Buzeira
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Influenciador Buzeira
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A PF também encontrou duas pedras brutas na casa do influenciador. A suspeita é que as pedras sejam esmeraldas de R$ 1,7 bilhão que o influencer comprou para ocultar crimes.
Empresário investigado
Para a polícia, Rodrigo Morgado seria um “possível operador logístico-financeiro” do esquema e atuava como um “verdadeiro banco particular” de outros investigados, movimentando grandes valores em contas pessoais e de empresas sob seu controle, inclusive por meio de conversões em criptomoedas e repasses a terceiros, tudo de maneira ilegal.
As autoridades também apontam uma relação direta entre Morgado e uma embarcação chamada Veleiro Lobo IV, apreendida pela Marinha dos Estados Unidos da América, entre o arquipélago de Cabo Verde e as Ilhas Canárias, por estar sendo usado para o transporte de mais de quatro toneladas de cocaína, fato que originou a Operação Narco Vela — que culminou na operação da última terça-feira (14/10), chamada de Narco Bet.




