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Dos gramados às urnas: ex-boleiros entram na corrida eleitoral

Por Felipe Salgado
Carla Sena/ Arte Metrópoles

Nomes que marcaram o futebol brasileiro dentro e fora dos gramados disputam cargos eletivos nas eleições deste ano. Ex-jogadores, ex-dirigentes e um ex-treinador concorrem em diferentes estados e no Distrito Federal, levando para a campanha a projeção conquistada no esporte.

No Rio de Janeiro, Edmundo, o “Animal”, disputa uma vaga de deputado federal pelo PSDB. Campeão brasileiro pelo Palmeiras, em 1993 e 1994, e pelo Vasco, em 1997, temporada em que também foi artilheiro da competição, o ex-atacante passou pelo Flamengo em 1995, quando integrou o ataque conhecido como “Ataque dos Sonhos”, ao lado de Romário e Sávio.

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Edmundo “Animal”

Phil Noble – PA Images/PA Images via Getty Images2 de 7

Washington “Coração Valente”

Instagram / Washington “Coração Valente”3 de 7

Marcelinho Carioca “Pé de Anjo”

Shaun Botterill /Allsport/Getty4 de 7

Luís Fabiano

Miguel Schincariol/LatinContent via Getty Images5 de 7

Vanderlei Luxemburgo, o “Pofexô

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova6 de 7

Ex-prefeito de BH e ex-presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil (PDT)

Reprodução/Redes sociais7 de 7

Marcos Braz

Samara Miranda/Clube do Remo

Edmundo afirma que, se eleito, pretende atuar em Brasília “em defesa do Vasco da Gama”.

Ex-atacante do São Paulo e titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, Luís Fabiano é candidato a deputado federal pelo MDB em São Paulo. Segundo o ex-jogador, a campanha tem como foco áreas como esporte, saúde preventiva e inclusão digital para jovens.

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O ex-jogador chamou a atenção nas redes sociais após um campo do cadastro eleitoral indicar a orientação sexual como “assexual”. De acordo com o MDB, ocorreu um erro no momento do registro, e o partido alterou a orientação sexual do candidato para cisgênero.

Washington “Coração Valente” também disputa um cargo eletivo. O ex-atacante teve passagens de destaque por Athletico Paranaense, Fluminense e São Paulo. Foi artilheiro do Campeonato Brasileiro em 2004, quando marcou 34 gols pelo clube paranaense, recorde da competição à época, e repetiu o feito em 2008 pelo Fluminense.

Após encerrar a carreira nos gramados, Washington foi secretário nacional de Esporte do governo federal e exerceu mandato como deputado federal suplente pelo Rio Grande do Sul. O “Coração Valente” disse que pretende “dar oportunidades e transformar a vida de jovens por meio do esporte”.

No Distrito Federal, Marcelinho Carioca, o “Pé de Anjo”, é candidato a deputado distrital pelo Republicanos. Um dos principais ídolos da história do Corinthians, o ex-meia adotou o lema “se falta, eu cobro!” e afirma que a campanha é voltada ao incentivo ao esporte, à ação social e à fiscalização.

Em São Paulo, Alexandre Finazzi disputa uma vaga de deputado federal pelo MDB. Ex-atacante com passagens por Corinthians, Ponte Preta, Athletico Paranaense e Fortaleza trabalhou na gestão esportiva e integrou comissões técnicas antes de ingressar na disputa eleitoral.

Dos bastidores à política

Ex-presidente do Atlético Mineiro e ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil disputa o governo de Minas Gerais pelo PDT. À frente do clube mineiro, comandou a gestão que conquistou a inédita Copa Libertadores de 2013 com uma equipe liderada por Ronaldinho, o “Bruxo”.

Depois da passagem pelo futebol, Kalil foi eleito prefeito de Belo Horizonte e agora tenta chegar ao Palácio Tiradentes.

Já o ex-vice-presidente de futebol do Flamengo Marcos Braz disputa uma vaga de deputado federal pelo PSDB no Rio de Janeiro. Em maio de 2026, assumiu mandato na Câmara dos Deputados.

Braz ganhou projeção nacional por participar da montagem do elenco que conquistou as Copas Libertadores de 2019 e 2022 pelo clube carioca. Em 2023, foi acusado de morder a virilha de um torcedor durante uma briga em um shopping no Rio de Janeiro.

“Pofexô”

Um dos técnicos mais vitoriosos do futebol brasileiro, Vanderlei Luxemburgo, o “Pofexô”, é candidato ao Senado pelo Podemos no Tocantins, estado onde atua como empresário.

Luxemburgo tentou disputar o mesmo cargo em 2022 pelo PSB, mas teve a pré-candidatura preterida pelo partido.

O anúncio da candidatura do treinador foi oficializado pela deputada federal Renata Abreu, presidente nacional do Podemos.

Luxemburgo agradeceu ao partido por confiar na candidatura e afirmou ter um “profundo senso de responsabilidade”.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Felipe Salgado.