Em editorial publicado na quinta-feira (31/7), a revista The Economist chamou as sanções do presidente Donald Trump contra o judiciário brasileiro de “ataque sem precedentes”. “Ele está sancionando juízes ligados ao processo contra Jair Bolsonaro, seu aliado ideológico”.
Na avaliação da revista, não cabe aplicar ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Lei Magnitsky. A lei pune autoridades estrangeiras por “graves violações de direitos humanos internacionalmente reconhecidos”.
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Para a Economist, o Brasil não tem definição legal de desinformação, e a falta de regulação das plataformas transfere ao STF o julgamento de casos. A publicação britânica critica a demora na conclusão do inquérito das Fake News, aberto em 2019. O classificou como “controverso”.
Ainda assim, o editorial afirma que nenhuma das ações de Moraes aplicadas ao Brasil foi ilegal. “Ele é fortalecido pela Constituição brasileira, uma das mais longas do mundo, que abrange tudo, desde assistência médica a salários.”
Mesmo que Trump e os secretários Marco Rubio (Estado) e Scott Bessent (Tesouro) acreditem que pressionar o magistrado por meio da Lei Magnitsky resultará na anulação dos processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o tiro pode sair pela culatra.
“Lula agora enquadra o clã Bolsonaro como ‘traidor’. A maioria dos brasileiros concorda. Moraes, acostumado a receber ameaças de morte, é difícil de intimidar”, conclui.




