Um estudo realizado no Brasil aponta que o consumo excessivo de açúcar adicionado e sal pode aumentar o risco de câncer de estômago, especialmente o adenocarcinoma gástrico. A pesquisa, publicada na revista científica BMC Medicine, destaca como os hábitos alimentares, caracterizados por dietas com alto consumo de carne processada, bebidas com açúcar e fast food, elevam o risco dessa doença.
O câncer gástrico, especialmente o adenocarcinoma, é o sexto mais comum no Brasil e tem altas taxas de mortalidade, com 75% dos pacientes falecendo em até cinco anos após o diagnóstico. O estudo ainda mostra que o sódio, quando consumido em excesso, pode agravar a inflamação na mucosa gástrica e interagir com a bactéria Helicobacter pylori, aumentando o risco de gastrite e complicações que podem levar ao câncer.
A pesquisa, que faz parte de um projeto maior sobre genômica e epidemiologia do adenocarcinoma gástrico no Brasil, sugere que o controle sobre a ingestão de açúcares e sódio, junto com estratégias de educação alimentar, pode ser crucial na prevenção desse tipo de câncer.
Além disso, os cientistas apontam que o Brasil adotou, em 2022, novas regras de rotulagem de alimentos, obrigando a indicação de altos níveis de sódio ou açúcar em produtos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a ingestão de sódio seja inferior a 2 gramas por dia e de açúcar adicionado seja limitada a 10% das calorias diárias, algo que a maioria da população brasileira ultrapassa.
Com essas descobertas, os pesquisadores reforçam a importância da conscientização e mudanças no padrão alimentar, visando a redução do risco de câncer gástrico no país.






