
Horas antes de ter a prisão preventiva decretada, Fernando Sastre Filho – agora considerado foragido da Justiça – deu uma entrevista ao Fantástico contando sua versão sobre a madrugada em que se envolveu no acidente de trânsito que causou a morte do motorista de aplicativo Ornaldo Viana.
O Porsche bateu a mais de 100 quilômetros por hora, em uma avenida da Zona Leste de São Paulo. O amigo de infância, que também estava no carro, afirmou à polícia que Fernando tinha bebido álcool naquela noite, mas o empresário diz que só consumiu água.
Pedido de prisão
Não é a primeira vez que Fernando se envolve em ocorrências de trânsito. O Jornal Nacional mostrou que o prontuário tem multas por excesso de velocidade e participação em um racha.
Agora, Fernando é réu por homicídio e lesão corporal gravíssima, ambos com dolo eventual, que é quando se assume o risco de matar e ferir. O pedido de prisão dele foi expedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo na sexta-feira (3), após três negativas em primeira instância.
A defesa de Fernando vai entrar com pedido de habeas corpus.
“A acusação está se baseando muito mais na condição social dele do que na prova dos nove […] De classe alta, sim, para muita gente. Mas como ele falou, é só um menino que vai às 7h30 e trabalha até a noite”, afirma Jonas Margazão, advogado do réu.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública reconhece que houve falhas de procedimento e diz que vai responsabilizar os policiais, por não seguirem a lei e não submeterem o motorista ao teste do bafômetro. Afirma também que não dará mais detalhes do caso, que corre em segredo de justiça. Pelo mesmo motivo, o sigilo, o Ministério Público negou entrevista.
Neste momento, Fernando é um foragido da Justiça. O advogado de Fernando, Jonas Marzagão, disse que o motorista do Porsche só vai se entregar quando a defesa receber do juiz a garantia de que o cliente estará seguro na cadeia.
Por Fantástico



