A família questiona atendimento hospitalar após morte de jovem atropelado em Sena Madureira e pede esclarecimentos sobre os procedimentos realizados durante o atendimento de Deyvid Silva dos Anjos, de 36 anos. O trabalhador sofreu um grave acidente de trânsito, teve um traumatismo cranioencefálico (TCE) e morreu após apresentar complicações durante o transporte e o atendimento médico.
Em nota divulgada nesta terça-feira (11), os familiares afirmam estar reunindo documentos e outros elementos para encaminhar às autoridades competentes e solicitar a apuração das circunstâncias do atendimento.
Família aponta possível demora em procedimento
De acordo com os familiares, teria ocorrido uma demora de aproximadamente 20 minutos na tomada de decisão relacionada ao manejo das vias aéreas.
A família afirma que, inicialmente, teria sido utilizada uma máscara laríngea, considerada um dispositivo temporário, antes da realização da intubação orotraqueal.
Os familiares também questionam o atendimento durante o transporte do paciente. Conforme o relato apresentado, a sedação e a analgesia não teriam sido realizadas de maneira adequada.
Durante o deslocamento, Deyvid teria despertado, apresentado vômitos e sofrido uma broncoaspiração, segundo a família.
Paciente teria sofrido parada durante transporte
Outro questionamento envolve a estrutura utilizada durante o transporte. Segundo os familiares, a médica responsável estaria sentada no banco da frente da ambulância, enquanto o paciente permanecia na parte traseira.
Ainda conforme o relato, o quadro clínico de Deyvid teria piorado durante o trajeto e ele sofreu uma primeira parada cardiorrespiratória.
Após as manobras de reanimação realizadas pela equipe do Samu, os sinais vitais teriam retornado. A equipe então teria retornado do trecho do km 15, entre Sena Madureira e Rio Branco, em direção ao Hospital João Câncio Fernandes.
Família relata novas tentativas de intubação
Já na unidade hospitalar, segundo a família e documentos que estão sendo analisados, foram realizadas outras três tentativas de intubação orotraqueal.
Durante o atendimento, Deyvid sofreu uma nova parada cardiorrespiratória e não resistiu. O óbito foi posteriormente confirmado.
Os familiares também levantam questionamentos sobre as condições da equipe médica disponível naquele momento. Segundo a nota, um dos médicos plantonistas estaria com o braço enfaixado, situação que, na avaliação da família, precisa ser esclarecida diante da necessidade de realização de procedimentos de emergência.
Família questiona acionamento de equipe avançada
Outro ponto levantado pelos familiares é a possibilidade de acionamento de uma equipe avançada do Samu de Rio Branco.
A família questiona se, diante da gravidade do quadro e de uma eventual limitação da equipe disponível em Sena Madureira, seria necessário solicitar suporte médico especializado.
Os familiares afirmam possuir documentos e outros elementos que pretendem apresentar às autoridades competentes para que as circunstâncias do atendimento sejam analisadas e seja verificado se os protocolos médicos foram devidamente cumpridos.
Hospital foi procurado
A reportagem procurou a direção do Hospital João Câncio Fernandes para obter esclarecimentos sobre os questionamentos apresentados pela família.
Até a publicação desta matéria, o hospital não havia apresentado um posicionamento oficial sobre as alegações. O espaço permanece aberto para manifestação da unidade e dos profissionais envolvidos.
As informações apresentadas pela família são questionamentos que ainda precisam ser apurados pelas autoridades competentes. Não há, neste momento, conclusão sobre eventual responsabilidade dos profissionais ou da unidade hospitalar pela morte de Deyvid.




