POLICIAL

Golpe do falso bancário de R$ 424 mil: gerente é enganado

Gerente financeiro foi enganado por criminoso que fingiu ser funcionário de banco; transferência não autorizada causou prejuízo de R$ 424 mil.

Henrique Ribeiro Por Henrique Ribeiro

Uma empresa de telecomunicações sofreu um prejuízo de R$ 424 mil após um golpe do falso bancário, segundo a investigação da Polícia Civil. O gerente financeiro da companhia foi enganado por um criminoso que se apresentou como funcionário do setor de tecnologia de um banco e conseguiu induzir a realização de uma transferência não autorizada.

O caso aconteceu em dezembro de 2023, mas voltou a ter repercussão nesta quinta-feira (24), quando as polícias civis do Pará e de Goiás deflagraram a Operação Firewall para investigar os responsáveis pelo esquema.

Como aconteceu o golpe

De acordo com a Polícia Civil do Pará, o criminoso entrou em contato com o gerente financeiro da empresa fingindo trabalhar no setor de tecnologia de uma instituição bancária.

A partir da abordagem, os suspeitos conseguiram realizar uma transferência de R$ 424 mil sem autorização da empresa.

A investigação passou a acompanhar o caminho percorrido pelo dinheiro e identificou suspeitos que, segundo a polícia, estariam envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro.

Operação Firewall mira suspeitos

A Operação Firewall foi deflagrada nesta quinta-feira (24) pela Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos do Pará, com apoio da Polícia Civil de Goiás.

Os policiais cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Planaltina de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça do Pará.

Segundo a investigação, os suspeitos identificados na região teriam participação em uma estrutura utilizada para movimentar e ocultar os valores obtidos com o golpe.

Arma e munições são encontradas

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os investigadores apreenderam bens relacionados à investigação.

Na residência de um dos alvos, os policiais também encontraram uma arma de fogo e diversas munições. O suspeito foi preso em flagrante por posse ilegal de arma.

Além das medidas cumpridas durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite do prejuízo causado à empresa.

Quais crimes são investigados?

Os suspeitos são investigados por diferentes crimes relacionados ao caso.

Entre eles estão estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de capitais e associação criminosa, além da investigação relacionada à posse ilegal de arma de fogo no caso do suspeito preso em flagrante.

A investigação continua para esclarecer a participação de cada envolvido e identificar o caminho percorrido pelo dinheiro transferido ilegalmente.

Polícia investiga esquema de lavagem

Um dos focos da apuração é o chamado esquema de lavagem de dinheiro em cascata, mecanismo no qual os valores podem ser divididos e movimentados entre diferentes integrantes ou contas para dificultar o rastreamento.

Os investigadores chegaram aos suspeitos localizados em Goiás após o cruzamento de informações obtidas durante a apuração conduzida pela polícia paraense.

O bloqueio de bens determinado pela Justiça busca garantir recursos para eventual ressarcimento do prejuízo causado à empresa, dentro dos limites estabelecidos judicialmente.