
As novas vagas estão distribuídas em 1.294 municípios, com prioridade para áreas de vulnerabilidade social, comunidades ribeirinhas, indígenas e periferias de grandes centros urbanos. A estratégia busca garantir a presença constante de profissionais da saúde onde há maior dificuldade de fixação de médicos.
Os médicos aprovados no processo seletivo receberão bolsa-formação de R$ 14.058,00, além de auxílios como custeio de moradia, alimentação e deslocamento, conforme o local de atuação. Profissionais com registro no Brasil, inclusive recém-formados, têm prioridade na seleção. Médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior também poderão participar, respeitando os critérios do programa.
Além disso, há incentivos para médicas que forem mães, profissionais que atuarem em regiões remotas e para aqueles que optarem pela permanência por períodos superiores a um ano. O tempo de atuação poderá contar como pontuação adicional em programas de residência médica.
O processo seletivo será realizado em etapas, com prazo final de inscrição até o dia 10 de maio, e previsão de início das atividades nos municípios já no mês de junho. A seleção será feita de forma online, diretamente pela plataforma do Ministério da Saúde, onde também constam todas as regras do edital.
Desde sua criação, em 2013, o Mais Médicos tem sido uma das principais políticas públicas para garantir atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do país. O programa foi reestruturado pelo governo atual, com inclusão de benefícios adicionais, ampliação do número de vagas e valorização da atuação profissional em locais mais distantes dos grandes centros.
Moradores das regiões contempladas celebram a chegada de novos profissionais. “Aqui em Sena Madureira, tem semanas que a gente não encontra médico nem no posto central. A chegada de novos médicos será uma benção”, comentou a dona de casa Maria Almeida, moradora do bairro Ana Vieira.
A expectativa do governo é que, com a abertura das novas vagas, o Brasil atinja níveis mais equilibrados de cobertura médica, aproximando-se do ideal estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda pelo menos 1 médico para cada mil habitantes.




