O homem que furou o boneco estava acompanhado de Junior Freitas, um líder do movimento dos entregadores e candidato a deputado estadual pelo PSol.
Os dois lados da briga admitem que a confusão iniciou quando o entregador vestido de Homem-Aranha saiu correndo para furar o pixuleco. O grupo saiu do ato pelo fim da escala 6×1.
“A gente chegou perto do boneco e achou uma ofensa. Esse tipo de boneco dá configuração de outdoor. Pedi para eles tirarem, eles não tiraram, aí falei com o Homem-Aranha: a gente vai derrubar isso aí”, relata Junior Freitas.
Junior participa de um grupo denominado Bonde do Arranca Faixa. No Instagram, eles dizem que vão até onde tem faixas ilegais de candidatos para arrancar. Os vídeos das ações são publicados nas redes sociais.
O que ocorreu após o Homem-Aranha dos Entregadores derrubar o inflável gigante do Lula com roupa de presidiário é incerto. Os dois lados apresentam diferentes versões.
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007 acusa motoboys
Carlo Cauti, o 007 do Novo, disse que estava “fazendo panfletagem e conversando com as pessoas”, quando “do nada chegam os caras e começam a agredir”.
O maior agredido, segundo Cauti, foi Erich Siqueira, coordenador da campanha do candidato do Novo.
“Destruíram o Pixuleco, agrediram o Erich, que é meu gerente de campanha, e nos obrigaram a ir embora”, afirma Cauti, que estava acompanhado da esposa e da filha de 2 anos na Avenida Paulista.
Siqueira também contou ao Metrópoles a versão dele de como foi a confusão.
“Quem está tentando impedir o cara de destruir o Pixuleco sou eu, ele foi fugindo, ele me jogou de lado, eu piso de lado. E vem um cara e me dá uma trombada, ou um soco. Meu óculos caíram no chão e quebraram”, disse o assessor.
Cauti e Siqueira foram até uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA). Ele diz que tomou uma medicação intramuscular e ficou com um entorse no joelho e no tornozelo direito. Da UPA, a dupla seguiu para a delegacia registrar ocorrência.
“Os agredidos fomos nós”, diz motoboy
Junior Freitas alega que a agressão partiu dos integrantes do Novo, em especial, contra Juninho, um de seus assessores, que também teria perdido os óculos na confusão.
“Esse boneco, desse tamanho, é ilegal. A Justiça Eleitoral já falou que não pode. Onde eu ver esse boneco, vou tirar. Mas agredir, jamais. Os agredidos fomos nós. Se eles acusarem a gente, vou lá e mando um processo contra eles porque tenho imagens”.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Ramiro Brites.




