Segundo a Associação Geral do Povo Noke Ko’î (AGPN), os acessos às comunidades estão em condições precárias e não recebem manutenção adequada há mais de quatro anos. A situação, conforme a entidade, prejudica o deslocamento de famílias, crianças, idosos e estudantes, além de dificultar o transporte de alimentos e a chegada de profissionais que prestam serviços nas aldeias.
Ainda de acordo com a associação, o órgão informou que os serviços seriam executados por etapas, começando pelo acesso à Aldeia Waninawa e, posteriormente, nos demais trechos. A previsão apresentada na ocasião era de que os trabalhos começassem no fim de julho ou no início de agosto. Entretanto, segundo a AGPN, até o momento não houve confirmação de que os serviços tenham sido realizados.
A entidade afirma que a mobilização ocorre de forma organizada e pacífica e tem o objetivo de chamar a atenção das autoridades para as dificuldades enfrentadas pelas comunidades indígenas. Durante a interdição, a associação informou que será garantida a passagem prioritária de ambulâncias, veículos de resgate e outros atendimentos de emergência.
A AGPN também declarou que está disposta a manter o diálogo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e com os demais órgãos envolvidos durante a manifestação.
O bloqueio ocorre no Km 66 da BR-364, próximo ao acesso à Terra Indígena Katukina, em Cruzeiro do Sul. A associação orienta os usuários da rodovia a se programarem diante da mobilização e afirma que continuará aberta ao diálogo com o poder público na expectativa de que sejam adotadas medidas concretas para recuperar os acessos às aldeias.




