
A manhã deste sábado,16, marcou um momento histórico na vida de Leida Lopes da Silva, que a partir de agora passa a se chamar Leida Lopes Goulart Cabral. Durante a ação “Meu Pai Tem Nome”, promovida pela Defensoria Pública do Acre, foi reconhecida judicialmente a paternidade de seu pai biológico, já falecido, que não pôde registrá-la quando nasceu.
Leida cresceu registrada apenas com o nome da mãe. Seu pai faleceu quando ela tinha apenas um ano de idade, em um contexto marcado por dificuldades legais e sociais. Na época, a legislação impunha obstáculos ao reconhecimento da paternidade quando não havia vínculo matrimonial formal entre os pais, especialmente em regiões com desafios geográficos, como no interior do Acre.
Embora não tenha saído do ato já com o novo registro, pois o cartório responsável é o de Xapuri, Leida recebeu a ata judicial com a sentença, documento que garante a efetivação da alteração.
Mais que uma mudança no papel, a conquista representa para Leida o direito de ver sua identidade reconhecida e sua história de vida resgatada.
Por Secom




