O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (27/8) que não considera vender a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, os Correios, e se comprometeu em recuperar a estatal se for reconduzido à Presidência para um quarto mandato.
Segundo o petista, a empresa não se adaptou “aos novos tempos”. Ainda assim , o chefe do Executivo destacou o papel estratégico da estatal, que presta serviço em todo o país.
“Desde 1985, os Correios vivem em crise e alguém quer privatizar os Correios. Os Correio são uma empresa muito importante para o povo brasileiro, porque ela está em todos os municípios brasileiros. Obviamente que a crise é porque os Correios não se adaptaram aos novos tempos”, disse Lula.
As declarações foram dadas durante entrevista no Jornal Nacional, da TV Globo.
“Não só a gente está com uma nova administração dos Correios, que está com a responsabilidade de fazer o enxugamento necessário nas contas dos Correios, porque a gente quer os Correios prestando os serviços junto com qualquer outra empresa. Garanto [que vai sair dessa crise]. Não considero vender os Correios. Considero recuperar os Correios, e para ele prestar serviço de qualidade”, declarou o titular do Planalto.
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Os Correios passam por um processo de reestruturação da estatal e a necessidade de reduzir despesas operacionais.
A empresa pública tenta equilibrar as contas e adaptar a estrutura ao cenário atual do setor postal, marcado por queda relativa no volume de correspondências e maior concorrência na logística de encomendas.
Entenda a crise dos Correios
Os Correios vêm enfrentando dificuldades financeiras nos últimos anos, com pressão sobre o resultado operacional e aumento dos custos fixos, especialmente com pessoal e logística. A estatal também tem lidado com a queda relativa do volume de correspondências tradicionais, enquanto cresce a concorrência no segmento de entregas e e-commerce.
Dentro desse cenário, a empresa passou a adotar um pacote de reestruturação que inclui cortes de despesas, revisão de contratos, venda de ativos e programas de desligamento voluntário. Além de um empréstimo com a garantia do Tesouro Nacional.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alice Groth.




