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Menino morre com hematomas em Porto Acre; padrasto é detido e Polícia Civil investiga o caso

Versão da família de que criança de 3 anos caiu de uma escada é confrontada por laudos preliminares e testemunhos; socorro foi prestado por via fluvial após menino ser levado a um rio.

Allyson Barros Por Allyson Barros

A Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC) investiga as circunstâncias da morte de uma criança de 3 anos registrada na região de divisa entre os municípios de Porto Acre (AC) e Boca do Acre (AM). O caso ocorreu na última terça-feira (8) e está sob condução da Delegacia-Geral de Porto Acre, coordenada pelo delegado Carlos Bayma.

As apurações iniciais apontam que o padrasto da vítima levou o menino até as margens de um rio próximo à residência da família. Na ocasião, um vizinho relatou à polícia ter ouvido gritos vindos da direção do manancial. Pouco depois, o homem retornou para a casa e seguiu para o trabalho.

  • Acontecimentos: Criança de 3 anos chegou morta a uma unidade de saúde com lesões e hematomas pelo corpo.

  • Versão alegada: Padrasto e mãe afirmaram inicialmente que o menino teria sofrido uma queda de escada.

  • Incompatibilidade médica: Equipes de saúde identificaram ferimentos divergentes de um acidente doméstico e acionaram a polícia.

  • Medidas policiais: O padrasto foi detido e a mãe conduzida para prestar depoimento. O caso é investigado como suspeita de homicídio e maus-tratos.

Lesões corporais e divergência de relatos

No fim da tarde de terça-feira, o padrasto comunicou à família que o menino havia caído de uma escada. Diante da gravidade da situação, a mãe e o padrasto buscaram atendimento médico por via fluvial, percorrendo cerca de 20 minutos de barco até a área urbana de Porto Acre. O menino, no entanto, faleceu durante o trajeto.

Ao receberem a criança na unidade de saúde, os profissionais constataram que o paciente já estava sem vida e apresentava diversos hematomas e marcas pelo corpo. Como os sinais clínicos preliminares não eram compatíveis com o relato de queda de escada, os médicos acionaram imediatamente as forças de segurança.

“A nossa suspeita é que eles maltrataram a criança, viram que foi sério e vieram buscar socorro em Porto Acre. A criança morreu na viagem”, explicou o delegado Carlos Bayma ao detalhar as primeiras informações coletadas.

Perícia e encaminhamento dos investigados

Diante dos fatos, o padrasto foi detido pelas equipes policiais, enquanto a mãe do menino foi conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos formais sobre o ocorrido. Como os procedimentos iniciais foram lavrados no período noturno, o flagrante foi direcionado à Delegacia de Flagrantes (Defla), em Rio Branco, e os autos retornarão para Porto Acre para a conclusão do inquérito.

O corpo da criança foi removido para o Instituto Médico Legal (IML), em Rio Branco, onde passará por exames de necropsia. O laudo pericial e o relatório de constatação do local de crime serão determinantes para apontar cientificamente a causa exata da morte e instruir o inquérito policial.