O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou por condenar sete réus do núcleo 4 da trama golpista. Os réus são suspeitos de disseminar informações falsas. No caso de um dos investigados, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, Moraes considerou a denúncia parcialmente procedente e o condenou por apenas dois dos cinco crimes imputados: organização criminosa e tentativa de abolição.
“É um instrumento de agressão, de propagação de discurso de ódio, de ruptura ao Estado Democrático de Direito. A sistemática e organizada disseminação das informações falsas em face das instituições democráticas”, disse Moraes em seu voto.
Leia Também
Política
“Acabou o tempo dele”: Moraes cita ameaças de Bolsonaro contra STF
Política
“Dizer que as anotações eram uma espécie de querido diário não é razoável”, diz Moraes
Política
“Ilegal, inconstitucional e autoritária”, diz Zambelli sobre decisão de Moraes
Política
“Irei às últimas consequências”, diz Eduardo Bolsonaro sobre Alexandre de Moraes
Entre os nomes citados nesse grupo estão o capitão reformado Ailton Gonçalves Moraes Barros; o major da reserva Ângelo Martins Denicoli; o engenheiro Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal; o subtenente do Exército Giancarlo Gomes Rodrigues; o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida; e o policial federal Marcelo Araújo Bormevet, ex-integrante da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
“Houve a utilização da estrutura do GSI e da Abin pela organização criminosa, com a finalidade tanto de produção e divulgação massiva de desinformação sobre uma pretensa vulnerabilidade nas urnas eletrônicas e da existência de fraudes nas eleições, com claramente a finalidade de deslegitimar a Justiça Eleitoral, consequentemente o Poder Judiciário.”




