O paleontólogo Leonardo Keber, do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (Cappa), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é um dos pesquisadores que tenta desvendar as origens de um imenso fóssil encontrado em Davinópolis, no interior do Maranhão.
O pesquisador se juntou ao grupo na segunda parte das escavações, quando foi encontrado o fêmur gigante. “Uma partezinha dele estava aparecendo, a gente foi deixando por último. Para a nossa surpresa, era um osso bem grandão”, diz. Os especialistas avaliam ainda que o osso pudesse ser maior, uma vez que ele aparenta estar incompleto.
“Mas ainda faltam muitos estudos para detalhar a identificação dos ossos. Ao todo, foram recuperados aproximadamente 35 elementos desse animal, além de uma série de outros fósseis menos completos, que irão fornecer dados sobre como era esse gigante”.
Também foram escavadas vértebras, ossos longos, costelas e diversos pequenos fragmentos.
Pesquisa para identificar o animal
Agora Leonardo integrará o grupo que vai tentar identificar as origens do animal. Até o momento, há somente suspeitas. “Ainda não temos como precisar se é o maior do Brasil. Temos muitas suspeitas, mas é muito chute ainda”, diz.
Os pesquisadores devem iniciar a etapa de preparação, que consiste em retirar o sedimento ainda envolvendo esses fósseis. E depois, inicia a fase de comparação com outras espécies já conhecidas, para tentar identificar o animal.
“Agora a gente tem uma série de perguntas que precisa responder sobre esse animal. A começar pela mais simples dela que é quem era esse animal, será que era uma nova espécie, será que era já conhecida? Depois tem uma série de outras perguntas como há quanto tempo esse animal viveu, como ele andava, quanto ele pesava, quem eram os outros animais que compartilhavam o ambiente com esse dinossauro gigante, e assim por diante”, conclui o estudioso.





