
A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou uma movimentação atípica na conta do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, de acordo com fontes ouvidas pelo R7 junto à investigação. De acordo com relatório enviado pela entidade à Polícia Federal e ao Ministério Público, o pastor Arilton Moura teria depositado R$ 60 mil na conta de Ribeiro. O religioso é um dos suspeitos de envolvimento em um esquema de tráfico de influência na pasta.
A prisão é preventiva, ou seja, não tem prazo e pode durar enquanto as diligências ainda estiverem em andamento. No entanto, a defesa do ex-ministro afirmou que pretende ingressar com um pedido de habeas corpus, ou seja, solicitar a soltura do cliente.
O advogado de Ribeiro, Daniel Bialski, informou que o ex-ministro “já assinou a procuração” e que está em busca das cópias do processo para poder fazer um habeas corpus. “Mesmo sem conhecer profundamente o caso, parece-me que essa prisão preventiva não possui contemporaneidade (os fatos ocorreram há muito tempo) e não haveria nem razão e/ou motivo concreto para essa custódia antecipada”, defendeu, acrescentando que acompanhará Ribeiro na audiência de custódia designada.
Procurada para comentar a suspeita de que seu cliente realizou um depósito na conta de Milton, a defesa do pastor Arilton Ribeiro informou que “se manifestará apenas nos autos”.
Audiência em São Paulo
O ex-ministro passa por audiência de custódia nesta quinta-feira (23), em São Paulo. Inicialmente, o juiz Renato Morelli, da 15ª Vara Federal de Brasília, tinha determinado que a audiência ocorresse na capital federal. No entanto, ele atendeu a um pedido da defesa para que o cliente continuasse no estado onde foi preso na manhã desta quarta-feira.
O juiz Renato Borelli, que determinou a prisão preventiva, decidirá se mantém ou não o ex-ministro encarcerado enquanto duram as investigações. Outra motivação para a decisão do magistrado seriam dificuldades logísticas da PF para realizar a transferência até o Distrito Federal.



