A Polícia Civil identificou pelo menos 30 integrantes da quadrilha que, em pouco mais de um ano, movimentou cerca de R$ 13 milhões obtidos com fraudes bancárias no Rio. O dinheiro era´ desviado de contas de idosos e de pessoas que movimentavam altas quantias em aplicações. Segundo o delegado Gabriel Poiava, da Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), entre os que fazem parte do bando estão dois homens encarregados de liderar e planejar ações do grupo. Há ainda um sargento da PM, um capitão, um policial civil e dois gerentes de banco. Todos fazem parte de uma lista de 15 pessoas que tiveram as prisões preventivas determinadas pelo Tribunal de Justiça do Rio.
Segundo o delegado, a investigação vai tentar agora identificar mais integrantes do bando.
— Já identificamos 30 pessoas. Espero com as oitivas esclarecer alguns pontos e identificar novos integrantes — disse.
De acordo com a polícia, o bando agia a partir de informações repassadas pelos gerentes. Eles são suspeitos de apontar ao grupo pessoas que movimentavam altas quantias em aplicações ou em contas. A partir daí, o bando conseguia desviar talões de cheque de correntistas e fazia saques. Em outra frente, a quadrilha usava um software para clonar cartões e fazer compras em empresas de fachada que pertenciam a pessoas da quadrilha ou estavam em nome de laranjas. A investigação começou a ser feita em janeiro de 2020.





