A Justiça do Distrito Federal determinou, nesta sexta-feira (14/8), a suspensão da atuação organizada da Torcida Ira Jovem do Gama durante a partida entre Gama e São José-RS, marcada para este domingo (16/8), no Estádio Walmir Campelo Bezerra, o Bezerrão. O jogo é válido pela série D do Brasileirão.
A decisão é da 9ª Vara Cível de Brasília, e atende a um pedido de tutela de urgência feito pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
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da Coluna Mirelle Pinheiro
O descumprimento de qualquer uma das determinações poderá gerar multa de R$ 50 mil por ato.
Na decisão, a juíza considerou que há elementos que indicam o descumprimento de um acordo judicial firmado anteriormente pela torcida e apontou risco concreto de repetição de condutas violentas.
A magistrada também rejeitou o argumento da defesa de que o jogo de domingo não teria torcida visitante. Segundo a decisão, a ausência de torcedores rivais não seria suficiente para afastar o risco, diante de registros de outros episódios de violência atribuídos a integrantes da Ira Jovem após o acordo.
A decisão tem força de mandado e determina o cumprimento imediato das medidas. Polícia Militar, Polícia Civil e Secretaria de Segurança Pública foram comunicadas para adotar as providências necessárias durante a partida.
Entenda
A decisão ocorre após um episódio de violência durante a partida entre Gama e América-RN, em 26 de julho. Segundo o MPDFT, integrantes da Ira Jovem derrubaram barreiras que separavam as torcidas e avançaram em direção aos torcedores visitantes.
O confronto deixou ao menos uma pessoa ferida e exigiu a intervenção das forças de segurança.
Pelo acordo firmado anteriormente entre o órgão e a torcida organizado, atos de violência praticados por membros ou associados da Ira Jovem durante cinco anos poderiam levar à revogação dos benefícios concedidos e à retomada da ação civil pública.
Antes da decisão desta sexta-feira (14/8), a defesa da torcida havia pedido que a suspensão não fosse aplicada de forma coletiva. Os advogados sustentaram que eventuais responsáveis deveriam ser identificados individualmente e afirmaram que a medida atingiria integrantes que não participaram dos incidentes.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Giovanna Sfalsin.




