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Tarcísio diz que vai abrir inquérito para apurar episódio de Haddad com PM

Por Alessandra Ferreira
Imagens de câmeras de segurança

O governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou, nesta quinta-feira (13/8), que a Polícia Civil de São Paulo vai instaurar um inquérito para investigar o episódio em que uma viatura da Polícia Militar teria realizado uma “abordagem intimidadora e ostensiva”, segundo o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad que teve o carro em que estava acompanhado por PMs, na noite de terça-feira (11/8), quando retornava para casa, em São Paulo (veja abaixo).

“A gente vai abrir um inquérito policial, vamos apurar tudo, vamos levantar as imagens de mais 40 câmeras, aliás, isso já foi feito”, afirmou o governador. “A polícia já observou as câmeras, já observou o movimento, as ruas, se entrou no hotel, se não entrou no hotel. [E vai] Chamar o motorista para prestar esclarecimentos, dessa vez de forma oficial e aí acompanhar o inquérito, para esclarecer tudo”.

Tarcísio ainda disse que o assunto será tratado tecnicamente pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP). A declaração foi dada antes de um encontro com autoridades, lideranças do setor educacional no Clube Hebraica, na zona oeste de São Paulo.

“Não fazia sentido aquela abordagem”

Durante uma agenda em Bebedouro, no interior paulista, na manhã desta quinta-feira (13/8), Haddad disse a jornalistas que tem conversado com o secretário da Segurança Pública paulista, delegado Osvaldo Nico, sobre o ocorrido.

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do Metrópoles SP

“O motorista que trabalha comigo é um pequeno empreendedor, uma pessoa que tem família, e se sentiu muito constrangido porque foi perseguido durante cinco quilômetros, depois de ter me deixado em casa. Eu falei para ele [Nico] por onde eles passaram, onde ele [motorista] foi abordado no hotel”, disse Haddad.

O ex-ministro afirmou que indicou ao secretário câmeras que registraram a movimentação da viatura. “Explicamos exatamente a importância de recuperar da câmera do hotel e, tem Smart Sampa, também tem uma câmera da prefeitura ali, então não deve ser difícil apurar o que aconteceu.”

“Me mandaram um boletim de ocorrência de outro episódio das 11h10 da noite, uma hora e meia depois do que aconteceu, dizendo que aquela abordagem se deveu ao fato de que ocorreu um roubo às 11h10 da noite. Eu falei, o que aconteceu comigo foi às 9h45, então a menos que haja algum programa de inteligência sobrenatural que possa antecipar um crime em uma hora e meia, não fazia sentido nenhum aquela abordagem”, completou.

Câmeras de segurança

Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada do candidato ao governo de São Paulo à residência dele, na zona sul da capital. A gravação mostra uma viatura da Polícia Militar passando pela rua pouco antes de o carro que levava o político chegar ao local.

Na sequência, o veículo de Haddad estaciona em frente ao prédio, acompanhado por um carro preto. O candidato desembarca e entra na residência. As imagens foram divulgadas após Haddad afirmar, nessa quarta-feira (12/8), que o carro teria sido acompanhado por viatura da PM depois de deixá-lo em casa.

As imagens foram publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmadas pelo Metrópoles.

Haddad contou que voltava de aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). Segundo ele, uma viatura da PM teria “jogado luz no carro” no momento em que o veículo chegava à residência do ex-ministro.

Depois que o candidato entrou no prédio, o motorista seguiu viagem. Ainda de acordo com Haddad, o funcionário continuou sendo acompanhado pelos policiais e, mais adiante, estacionou o carro em frente a um hotel.

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O motorista entrou no estabelecimento e, ao perceber que a viatura permanecia no local, teria ido questionar os policiais sobre o motivo do acompanhamento. Segundo o relato apresentado por Haddad, os agentes estavam armados com fuzis e teriam mandado o funcionário “vazar” após o questionamento.

O candidato classificou a situação como abordagem “fora do padrão” e afirmou que o motorista ficou abalado após o episódio. O advogado de Haddad, Hélio Silveira, disse que, segundo o relato do funcionário, a abordagem teria durado cerca de 40 minutos.

Após o caso ser relatado por Haddad, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) determinou que a Polícia Militar identifique as equipes que estavam na região. A medida busca esclarecer as circunstâncias da ocorrência e apurar a atuação dos policiais envolvidos.


Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Alessandra Ferreira.