Nesta terça-feira (11/8), a inauguração da mostra Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo dá início a uma temporada de fortalecimento da identidade cultural dos brasilienses ao celebrar a história da capital. Instalada no Museu Nacional da República, a exposição é realizada pelo Metrópoles Arte em parceria com o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), e reúne documentos históricos, fotos, projetos, obras de arte e experiências imersivas.
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Mergulhe na história
As peças escolhidas incluem a caderneta da Missão Cruls de 1892 e papéis de Lúcio Costa, que contam a história do quadradinho e conversam com as mudanças da cidade. Além dos croquis do arquiteto, plantas de Oscar Niemeyer, painéis de Athos Bulcão e fotografias de Thomaz Farkas, Marcel Gautherot e Mário Fontenelle dividem espaço com obras contemporâneas de artistas como Christus Nóbrega e o Coletivo Transverso.
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Exposição reúne acervo inédito sobre a construção de Brasília
Mario Fontenelle – Construção de Brasília2 de 3
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Acervo Fundação Athos Bulcão
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Acervo Arquivo Público do Distrito Federal – ArPDF
Ao Metrópoles, o historiador Elias Manoel da Silva e o arquivista Hélio Júnior destacam que a mostra quer aproximar as novas gerações da trajetória de construção de Brasília. Isso porque, segundo eles, o avanço dos anos provoca o risco de o surgimento da capital se transformar em um mero fato esquecido nos livros didáticos.
“Ao apresentarmos, por exemplo, registros como os da série Foto na hora: Lembrança de Brasília, de Joaquim Paiva, ou as tensões sociais documentadas nas fotos da UnB nos anos 1960, nós retiramos a construção da capital do campo da mitologia oficial e a trazemos para o campo da vivência humana. Mostramos que Brasília foi feita por migrantes, trabalhadores, estudantes e artistas cujas vidas e conflitos moldaram a cidade que hoje habitamos”, explicam.
Ou seja, para o jovem cidadão que não vivenciou o 21 de abril de 1960, ela funciona como uma ponte de reconhecimento.
“Utopias em construção permite que o brasiliense entenda que a sua cidade não é apenas um monumento estático, mas um organismo vivo, fruto de um processo coletivo de invenção, de resistência, de criatividade e, também, porque não, de lutas e conflitos”, prosseguem.
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UTOPIAS EM CONSTRUÇÃO
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Memória viva
Depois que a temporada no Museu acabar, a expectativa é que parte significativa do acervo apresentado seja incorporada à reserva técnica do ArPDF. Com isso, a exposição poderá ser remontada futuramente no Centro de Exposições da instituição, ampliando o acesso do público ao conteúdo.
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do Metrópoles Vida & Estilo
O espaço, embora menor do que o Museu Nacional, recebe regularmente visitas guiadas de estudantes, universitários e grupos sociais. De acordo os especialistas, essa inciativa faz parte de uma das principais missões de um arquivo público: promover a difusão do patrimônio documental e aproximar a população da própria história.
“Um dos principais legados que esperamos deixar é a afirmação de que o Arquivo Público não é apenas como um repositório documental, mas é a verdadeira ‘casa da memória’ de Brasília e um organismo vivo e acessível”, ressaltam.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Metropoles por Julia de Mesquita.




