O vereador Nabil Bonduki (PT) entrou com uma ação popular na Justiça de São Paulo para tentar adiar o aumento da tarifa de ônibus na capital, anunciado pela prefeitura e que entra em vigor em 6 de janeiro de 2026. A iniciativa questiona a condução do processo e pede a suspensão da reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), marcada para o dia 2 de janeiro, durante o recesso de fim de ano.
Para o parlamentar, a convocação do conselho em feriado de Ano-Novo compromete o debate público e a participação efetiva da sociedade civil. O vereador argumenta que, nesse período, órgãos municipais operam em regime de plantão e não há expediente formal, o que esvaziaria o papel do CMTT em uma decisão de alto impacto social.
A ação do vereador o foi protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo na noite de 30 de dezembro de 2025, no Foro Central da Fazenda Pública, e tramita sem segredo de Justiça. Para Nabil, a forma como a reunião foi agendada indica uma tentativa de reduzir o escrutínio público sobre uma medida que afeta diretamente milhões de usuários do transporte coletivo e impacta a mobilidade urbana da cidade como um todo.
Leia também
-
Nunes anuncia nova tarifa de ônibus em SP a partir de 6/1. Veja valor
-
Tarcísio aumenta tarifa de metrô e trens a partir de 6/1 em SP. Veja
-
Cidades da Grande SP aumentam a tarifa de ônibus em 5,2%. Veja valores
-
Prefeitura de Guarulhos tem câmeras fotográficas de R$ 40 mil furtadas
Trens e metrô também terão reajuste na virada do ano
A política de aumento das tarifas não se restringe aos ônibus municipais. O governo do estado anunciou que, a partir de 6 de janeiro de 2026, a tarifa do metrô e dos trens da região metropolitana de São Paulo passará de R$ 5,20 para R$ 5,40. O reajuste atinge milhões de usuários que dependem diariamente do sistema metroferroviário para se deslocar entre a capital e cidades da Grande São Paulo.
O reajuste de 3,85%, segundo a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), fica abaixo da inflação acumulada no ano, estimada em 4,41% pelo IPCA. Mesmo assim, a elevação ocorre em um contexto de alta generalizada das tarifas de transporte público, aumentando o peso dos deslocamentos no orçamento de milhões de passageiros.




