A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (11/9) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus por organização criminosa, formando maioria na Corte. O julgamento, que trata da suposta articulação para tentar reverter o resultado das eleições de 2022, já tem placar de 3 a 1 pela condenação.
O julgamento ainda não acabou, pois falta apenas o voto do ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do STF, que vai encerrar a análise. Mesmo assim, o resultado para a condenação por organização criminosa não pode mais ser revertido.
Leia Também
Política
“Acabou o tempo dele”: Moraes cita ameaças de Bolsonaro contra STF
Política
“Crime contra a democracia não é passível de anistia”, diz Lindbergh sobre julgamento de Bolsonaro
Política
“Dizer que as anotações eram uma espécie de querido diário não é razoável”, diz Moraes
Política
“Os fatos são completamente atípicos”, diz advogado de Bolsonaro sobre acusação
A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Bolsonaro e os outros réus de cinco crimes: tentativa de golpe de Estado, tentativa de acabar de forma violenta com a democracia, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Cármen Lúcia ainda vai se manifestar sobre os outros crimes.
Se Bolsonaro for condenado por todos os crimes, ele poderá receber uma pena de até 43 anos de prisão, considerando possíveis agravantes. O julgamento continua em andamento no STF.




