Com queimadas, secas e desmatamentos, acreanos têm pouco a comemorar no Dia da Amazônia

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Resquício dos últimos decretos do príncipe Dom Pedro II no Governo do Brasil, em 1850, o Dia da Amazônia, comemorado nesta segunda-feira (5), na região, é, no Acre, uma iniciativa do Governo do xapuriense Jorge Kalume, ao conseguir aprovação de uma lei sobre o tema pela Assembleia Legislativa, em dezembro de 1968.

Em nível nacional, a data faz menção à escolha do dia em que o então príncipe regente do Brasil decretou a criação da província do Amazonas (atual estado do Amazonas). A data foi instituída no dia 19 de dezembro de 2007, após aprovação do projeto de Lei nº 11.621, pelo Congresso Nacional.

Embora festiva, com direito à feriado, a data é pouco comemorativa para quem vive na região, um contingente estimado em pelo menos 30 milhões de pessoas que vivem nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Tocantins e parte do Maranhão e do Mato Grosso.

Quem vive nesses estados amazônicos enfrenta um dos problemas denunciados com frequência por organismos internacionais: o desmatamento de suas florestas. O Acre é o Estado que menos desmata em toda a região, mas nem assim escapa de uma autêntica tragédia que se registra nesta época do ano, coincidência ou não no período em que se comemora o Dia da Amazônia: a fumaça das queimadas das florestas. Aliado a isso, toda a região, embora seja a maior bacia hidrográfica do mundo, com água doce capaz de abastecer toda a humanidade, anualmente, nesta época, passa sede ou tem dificuldades de abastecimento.

Outro fator a impedir comemorações neste dia é que, com o avanço da soja e pecuária, além da extração ilegal de madeira, milhões de metros quadrados já foram desmatados para realização dessas atividades, segundo dados do IPAM (Índice de Pesquisa Ambiental na Amazônia). De acordo com o órgão, o desmatamento na região registrou recorde em 2022, acumulando de janeiro a junho, cerca de 3.988 km².

Apesar das atividades de soja e pecuária serem importantes, esse desmatamento pode ser maléfico para as condições climáticas, pois a Amazônia é peça fundamental desse controle.

Os números da região, no entanto, continuam a chamar a atenção do mundo. A Amazônia corresponde a 49,29% do território brasileiro; a Floresta Amazônica compõe ao todo nove estados do país: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Tocantins e parte do Maranhão e do Mato Grosso. Além disso, a Amazônia é o maior bioma brasileiro, e maior bacia hidrográfica é a maior do mundo.

De acordo com o Greenpeace, a cada minuto, uma área equivalente a dois campos de futebol é desmatada na Amazônia. Mas, enquanto isso, de qacordo com a mesma instituição ambiental, o rio Amazonas lança ao mar aproximadamente 175 milhões de litros de água por segundo.

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