Chegou o futuro de Xuxa, como Hebe previu na Manchete

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“Eu sou você amanhã”, assim Hebe Camargo (1929 – 2012) se dirigiu à Xuxa e profetizou seu futuro artístico numa entrevista da década de 90 à revista Manchete. O tempo seguiu e, em 2022, completou 10 anos sem a nossa Rainha da TV.

E quanta falta ela faz. Mas sua voz forte na luta à favor da mulher, sua indignação contra desmandos dos governos, sua busca por uma sociedade mais igualitária, sua briga contra políticos influentes ganhou um novo alto-falante.

Xuxa, a boneca humana de vestidos curtos que dançava e rebolava nas manhãs da Globo, desnudou fantasmas, assumiu o controle da sua carreira, ganhou força, maturidade e utilizando seu poder de microfone vem tendo uma participação efetiva nas eleições 2022 com a defesa das suas certezas com o L nas redes sociais.

Já pediu a cassação de deputados, levantou a bandeira para pintar um arco-íris, aumentou o tom contra o presidente Jair Bolsonaro e enfrentou o baixo astral de militantes sectários que se opõem às suas opiniões.

Como foi Hebe, a sempre rainha dos baixinhos tem prestígio, é milionária, famosa e loira. Num país como o nosso ter esses atributos é gozar de grandes privilégios.

Mas o que faz uma apresentadora como Xuxa furar a bolha e querer se expor? O que faz ela contrariar todas as recomendações de marketing para um artista e se posicionar num momento tão dividido como hoje?

E a única conclusão que temos é que chegou o futuro de Xuxa que a Hebe Camargo previu na década de 90. Nenhuma das apresentadoras que já foram cotadas para herdar o trono da rainha da televisão tem atitudes tão similares da “loiruda” como à dona do Ilariê.

Sandro Nascimento

Sem perceber, Xuxa herdou o microfone de Hebe Camargo

Chegou o futuro de Xuxa, como Hebe previu na Manchete

Se viva, Hebe estaria incomodando meio mundo e tirando o sono de Silvio Santos com reclamações de políticos. “Não sou de direita nem de esquerda, sou direta”, repetiria.

Não sabemos em que lado Hebe estaria numa polarização tão pesada como o Brasil atravessa, mas sabemos que como Xuxa, nunca ficaria calada e sempre estaria defendendo os menos favorecidos. Sua indignação estaria presente, assim como fez em fevereiro de 1995.

Na época, Hebe levou em seu programa no SBT um bolo branco com bandeiras verde-amarela, tendo como “enfeite” oito moscas e placas com nome de famosos e influentes políticos: Humberto Lucena, Ibrahim Abi Ackel, Inocêncio de Oliveira, José Sarney, ACM, José Carlos Aleluia, Roberto Jefferson e Ernandes Amorim.

“O bolo é novo, é bem fresquinho. Mas as moscas… Continuam as mesmas”, disse a apresentadora ao vivo, em protesto ao novo Congresso Nacional que acabara de assumir. Alguém duvida que, hoje, Xuxa teria a mesma atitude?

No Instagram, Xuxa publicou no dia 29 de setembro, data que completou 10 anos da morte de Hebe Camargo, o seguinte desabafo: “Eu dizia sempre: ‘Quando crescer quero ser igual a Hebe’. Não consegui… Ninguém consegue. Ela é única… que bom q pude dizer tudo em vida”.

Parece que ela ainda não percebeu sua nova realidade. As indignações de Hebe agora são de Xuxa. A nave subiu do antigo Teatro Fênix da Globo e pousou nas redes sociais com milhões de ex-baixinhos. Brasil acima de tudo e Xuxa para nos defender.

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