4 de junho de 2026

Acusado de matar a cunhada que visitava a família no Acre começa a ser julgado nesta quarta-feira (13)

Acusado de matar a cunhada que visitava a família no Acre começa a ser julgado nesta quarta-feira (13)

Diego Marques Pereira, de 30 anos, acusado de matar a cunhada Luciana Lima de Matos, de 41 anos, começou a ser julgado nesta quarta-feira (13), na 2ª Vara do Tribunal do Júri em Rio Branco. Pereira responde homicídio qualificado por feminicídio.

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Luciana foi achada morta em uma área de mata próximo às Quatro Bocas, em Senador Guiomard, no interior do Acre, em abril deste ano, após três dias desaparecida.

Conforme a Justiça, além de Pereira, cinco testemunhas do caso devem ser ouvidas durante a audiência. O g1 não conseguiu contato com a defesa do réu até última atualização desta reportagem.

A irmã da vítima, Lucivânia Lima disse que a família está acompanhando o julgamento e que espera por justiça.

“A gente espera que ele seja condenado, porque ele é o culpado. Que seja feita a justiça.”

Pereira virou réu no processo ainda em maio e responde pelos crimes de homicídio qualificado por feminicídio, uma vez que a vítima tinha um grau de relacionamento com ele por ser cunhada, e ocultação de cadáver. Em nova denúncia, um segundo homem foi acusado ter escondido a arma do crime.

O acusado já tinha antecedentes criminais por roubo majorado, crimes no trânsito, homicídio e posse de droga.

Indicou onde corpo estava

 

O corpo só foi achado após o próprio cunhado indicar o local onde tinha jogado a vítima. Luciana morava em Mato Grosso há muitos anos e tinha chegado no Acre para visitar a família cerca de duas semanas antes do crime. No dia 11 de abril, a vítima foi até a casa de uma irmã, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo, e sumiu.

Mesmo depois de ter assumido o crime e indicado onde estava o corpo da cunhada, em depoimento à Polícia Civil, ele mudou a versão. Ele era casado com a irmã de Luciana desde 2009.

No depoimento, Pereira disse que é usuário de drogas e que havia passado a noite usando cocaína com a vítima e que os traficantes haviam ficado desconfiado dele ter ido comprar droga pela segunda vez. Segundo o suspeito, os traficantes achavam que ela era informante de uma facção rival

Pereira contou que, então, às 8h, quando a mulher dele saiu para trabalhar e a filha de 8 anos dormia, dois membros de uma facção criminosa invadiram a casa e mataram a vítima estrangulada na frente dele. Depois disso, segundo ele, foi obrigado a colocar o corpo da mulher no carro e dirigir até o local onde o cadáver foi encontrado. Destacou ainda que não ajudou no homicídio e que estava sob ameaça. Versão que é contestada pela família.

O suspeito estava foragido de Rondônia (RO) e já tem passagens na polícia por vários crimes como homicídio e também estupro. Além disso, ele usava tornozeleira eletrônica, mas tinha rompido o aparelho. Ele segue preso no Complexo Prisional Rio Branco.

Laudo inconclusivo

Com a suspeita de abuso sexual antes da morte, o corpo de Luciana foi submetido a exames para comprovar ou não o abuso. Porém, a Polícia Civil informou que o laudo cadavérico ficou como inconclusivo.

“Pelo estado em que estava o corpo da vítima, eles não conseguiram identificar a causa da morte de Luciana. No laudo não veio nenhum indício de abuso sexual”, disse o delegado responsável pelo caso, Leonardo Ribeiro.

Com relação à versão dada pelo acusado de que dois homens teriam entrado na casa e matado a vítima, o delegado afirmou que duas pessoas ainda chegaram a ser identificadas e ouvidas, mas não ficou comprovada participação de outras pessoas no crime.